Auêra-Auara

Livro traz história da Pororoca

 

Noélio Sobrinho curte a Pororoca do Rio Araguari, Amapá. Foto: Rick Werneck.

O livro Auêra-Auara explica o fenômeno natural pororoca e conta as aventuras do primeiro surfista brasileiro a encarar as ondas de água doce, Noélio Sobrinho. A obra, ainda em finalização, tem depoimentos curiosos e paisagens de tirar o fôlego, adianta o autor. 

 

O livro será lançado em 7 de dezembro, em Macapá (AP). Os exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas do Amapá, Maranhão e Pará – únicos estados brasileiros em que acontece pororoca.

 

A expressão indígena que dá nome ao livro é uma criação de surfistas-da-selva, como são chamadas as pessoas que surfam onda na pororoca. Auêra-Auara significa bem-estar. É uma forma de desejar bem ao próximo e homenagear ao tribo dos Aueras, antigos moradores de onde acontece a pororoca no Amapá.

 

O surfista Noelio Sobrinho, autor de Auêra-Auara e também presidente da Associação Brasileira de Surf na Pororoca (Abraspo), retrata na obra as experiências vividas por ele em 15 anos de pororoca ocorridas no Brasil, França, Inglaterra e China. São mais de cem páginas e fotos sobre histórias de surfistas, ribeirinhos e imprensa internacional que já cobriu o fenômeno no Amapá.

 

Faltam 40 páginas para terminar o livro. Os espaços são dedicados às experiências dele no exterior e à estrutura gigantesca montada na região do Araguari para a cobertura da imprensa chinesa, da emissora de televisão estatal CCTV e do programa Fantástico, da Rede Globo, em abril deste ano. 

 

Havia uma mega estrutura com cinco navios, três helicópteros, 24 lanchas, seis jet-skis e torres de até 30 metros de altura com capacidade de transmissão ao vivo para documentar a pororoca. Cerca de 130 profissionais de vários países como China, França, Estados Unidos, Canadá e Tailândia participaram do projeto.

 

Em uma das passagens do livro, é contado como os ribeirinhos receberam os primeiros surfistas na região do Araguari onde a onda é mais intensa, próximo ao município de Cutias (a 163 quilômetros de distância de Macapá). “Pediram pelo amor de Deus pra não encararmos a onda da destruição, pois iríamos morrer”, relatou o diretor-executivo da Abraspo, Roberto Fernandes.

 

A obra será lançada em Macapá, no dia 7 de dezembro, em local ainda indefinido. Para o lançamento do livro, será realizado um evento cultural que contará com show musicais com exposição de vídeos e fotografias sobre pororoca. Haverá, ainda, uma mostra com 20 telas de uma artista francesa.

 

Fonte Portal Amazônia

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