
O cinegrafista australiano Monty Webber acaba de lançar um filme que retrata ondas perfeitas quebrando em águas lisas e cristalinas.
Porém, “Liquid Time” não é apenas mais um filme rodado em lugares paradisíacos como Indonésia, Fiji ou Taiti.
Para captar as imagens apresentadas na obra, que beiram o surreal quando editadas e mescladas com a trilha sonora escolhida por Webber, ele não precisou sair do rio Clarence, em New South Wales, Austrália, onde vive.
Apesar de perfeitas, as ondas não têm mais de 30 centímetros de altura e jamais poderiam ser surfadas por alguém, já que são formadas pelo rastro de um pequeno barco pesqueiro de alumínio.

Webber levou dois anos para concluir as filmagens e a edição, que incluem até cenas do interior dos pequenos tubos formados pela ondulação.
Para isso, ele apenas teve que andar pelo raso banco de areia do rio filmando dentro das ondas com uma câmera do tamanho de um isqueiro.
Com o auxílio da tecnologia digital, o produtor diminuiu a velocidade das imagens e editou o filme em câmera lenta.
O punk rock usual dos filmes de surf deu lugar a músicas trance psicodélicas de Tim “Love” Lee, um DJ londrino que fez fama como tecladista ao lado da banda Katrina and the Waves.

A fórmula agradou nomes consagrados do meio cinematográfico do surf, como Jack McCoy, e leva o espectador a uma viagem visual e cerebral tão intensa quanto qualquer sessão em Uluwatu com 3 metros tubular.
Monty Webber é o terceiro de seis irmãos de uma família que já tem nome na história do surf australiano.
Seu irmão Greg é shaper de renome e faz as pranchas de Taj Burrow, e Will também é shaper e ex-surfista profissional.
Para conhecer mais sobre “Liquid Time” acesse Liquidtime.info .