Prêmio Greenish 2008

Lima Júnior larga na frente

Lima Júnior encara uma bomba na Cacimba do Padre, Fernando de Noronha (PE). Foto: Jocildo Andrade / Cearasurf.com.br.

Depois de alguns dias com ondas que chegavam a 1,5 metros nas maiores séries, o arquipélago de Fernando de Noronha mostrou por que é chamado de Hawaii brasileiro.

 

Na última segunda-feira, chegamos cedo à praia e vimos umas dez pessoas na laje da Cacimba. Percebemos que as previsões de o mar subir se concretizaram, pois a cada meia-hora a série entrava quebrando na laje e formando grandes tubos no inside.

Para cair nestas condições, o ideal é usar pranchas grandes e estar com o preparo físico em dia, pois qualquer vacilo pode ser fatal. Porém, grande parte dos competidores que ainda estavam na Ilha caiu com pranchas pequenas.

 

Caia Souza, surfista local, mostrou total conhecimento e surfou com uma 5?11. O paraibano Saulo Carvalho botou pra baixo com uma 6?0.

Caia Souza doma o swell com prancha 5´11. Foto: Jocildo Andrade / Cearasurf.com.br.

Com a falta de pranchas grandes, o jeito foi pedir emprestado. Foram os casos de Adilton Mariano, que pegou a prancha de Frazão Neto, uma 6?2, e Lima Júnior, que pegou a minha 6?3.

Quando as séries entravam, a vibração na praia era geral, pois as ondas vinham muito fortes e quem observava a movimentação na água sentia um leve tremor. O barulho era estonteante.

?Hoje foi o maior dia de onda, e a laje funcionou. Não estava preparado para estas ondas, pois o Nunes ficou de mandar minhas pranchas grandes, mas acabaram não chegando. Tive que pedir a prancha do Frazão Neto emprestada, uma 6?2. Foi a maior ?vibe? a galera ficar trocando uma idéia na laje, enquanto esperava a série. Quando vem a série, tem que estar no lugar certo para fazer aquele tubão?, disse Adilton Mariano.

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Adilton Mariano marca presença no swell. Foto: Jocildo Andrade / Cearasurf.com.br.

O paraibano Saulo Carvalho também comemorou o swell. ?Hoje só deu laje. A onda é muito forte, principalmente quando você chega à segunda seção. Você deve estar preparado, pois tudo pode acontecer. Muitas pranchas partidas. Foi a maior adrenalina, mas Deus está com a gente em todo momento?, falou o atleta.

Editor do site Cearasurf e correspondente do Wavescheck no Ceará, Lima Júnior dropou uma das maiores do dia.

?Estou na minha décima temporada em Noronha. Há três anos eu e meu parceiro e cinegrafista Jocildo Andrade vínhamos correndo atrás desta onda para concorrer ao prêmio Greenish de maior onda do Brasil. Desta vez, viemos para fazer a cobertura do campeonato e tivemos a sorte de no dia seguinte, após o termino do evento, quebrar o maior swell até o momento?, diz Lima.

Saulo Carvalho sente a força da Cacimba. Foto: Jocildo Andrade / Cearasurf.com.br.

?No mar estavam vários big riders e top surfers, mas fui abençoado e tive a oportunidade de pegar esta onda, que foi considerada a maior do dia. Este dia foi alucinante. Logo quando chegamos à praia, vimos que o mar estava diferente e a adrenalina foi a mil. Estava com uma prancha 6?0 e vi que se caísse com aquela prancha, iria passar mal, pois quando está nessas condições, tem de ter muito respeito e cuidado?, continua o cearense.

?Falei com o meu parceiro Jocildo Andrade, que me emprestou sua prancha 6?3, do shaper cearense Carlos de Sousa, e fui para a água, mesmo sabendo que aquela não era a prancha ideal. Cheguei ao outside e passei uma hora trocando uma idéia e comentando a vitória de mais um brasileiro na etapa do WQS. Depois deste tempo entrou a maior série do dia, e tive a sorte de estar bem posicionado e dropar a maior, uma direita que rendeu um momento alucinante?, relata Lima.

?Infelizmente foi apenas uma onda, pois a prancha partiu e levei o resto da série na cabeça, sendo varrido até a areia, lembrando assim o motivo de Noronha ser considerada o Hawaii Brasileiro. Graças a Deus deu tudo certo, e agora é torcer para a onda ser considerada a maior do Brasil em 2008. Dedico esta onda a toda a raça nordestina, em especial a toda a galera do Ceará. Aloha?, finaliza Lima.

Fonte Cearasurf

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