Léo Neves briga pelo tricampeonato

Pelo terceiro ano consecutivo, o carioca Leonardo Neves, 25, chega à reta final do circuito brasileiro com chances de faturar o título nacional. Para isso, o carioca precisa vencer a etapa e torcer para que seus adversários diretos, Renato Galvão e Odirlei Coutinho, sejam eliminados.

 

O feito é difícil, mas não é impossível, ainda mais levando-se em conta que em duas outras ocasiões, Léo ignorou o fato de não liderar o ranking faturando o bicampeonato consecutivo.

 

 

Seu surf ultra-radical, aliado ao fato de a decisão acontecer no quintal de sua casa, em ondas que

conhece muito bem, contando ainda com apoio da torcida local, são ingredientes que o colocam incontestávelmente entre os favoritos.

 

Se conquistar o feito, aos 25 anos ele entrará para a história do esporte nacional como o surfista mais jovem com três títulos consecutivos no currículo do maior circuito nacional do mundo.

 

Sexta-feira, 15 de outubro. É quando começa a corrida de Léo Neves em busca do tri. A batalha tem início na quarta-fase, em que o carioca encara na nona bateria o catarinense Diego Rosa.

 

Sua primeira conquista no SuperSurf ocorreu em 2002, na Prainha, Rio de Janeiro. Léo estava

em oitavo lugar no ranking e derrotou o experiente Peterson Rosa em uma final disputadissíma, chegando a ficar em combinação, precisando de 10.5 pontos para virar.

 

E conseguiu. Léo mudou de tática e saiu remando para o outro lado do pico. Logo veio uma esquerda com bom tamanho e ele mandou uma batida insana na junção, imprimindo muita pressão e velocidade. Tirou 7.5 e começou aí a diminuir a diferença.

 

De repente, uma série apontou no horizonte. Ele remou no direitão de 1,5 metros e apenas encaixou o corpo no interior da onda. O público delirou, ainda mais quando ele entocou de novo e finalizou com uma batida na junção. Nota: 10.

 

Peterson ainda descolou uma direita buraco, dropou no vazio e botou pra dentro, porém não conseguiu sair. Pra selar a vitória, Neves pegou outra boa direita e massacrou a onda com três batidas. Na primeira cavou reto e chutou a rabeta com raiva. Depois mandou mais um batidão, jogando muita água para o alto, e finalizou com outra batida na junção, tirando 8.83 e liquidando a fatura contra o competitivo Rosa.

 

No ano seguinte, novamente Rio de Janeiro, só que desta vez nas potentes ondas de Itaúna, em Saquarema, seu atual pico de treino – desde quando mudou-se para cidade em 1999.

 

Léo tinha a dura missão de derrotar o ubatubense Odirlei Coutinho na semifinal para garantir o bicampeonato e cravar seu nome de vez na história do esporte. O carioca começou forte, arrancando uma nota 8,33 logo em sua primeira onda, finalizada com um aéreo.

 

A quarta apresentação, já na metade da bateria, foi ainda melhor e recebeu uma nota 8,83 para estabelecer uma imbatível marca de 17,16 pontos. Odirlei Coutinho ainda tirou uma nota 8,07 e totalizou 14,74 pontos, terminando em terceiro lugar na prova. A final rolou contra seu conterrâneo Anselmo Correia e Léo, depois de atender toda à imprensa, entrou atrasado na bateria, deixando o título da etapa com Correia.

 

Primeiros passos – O carioca começou a surfar aos seis anos, incentivado pelo pai e pelo irmão mais velho. Léo morava no subúrbio do Rio, em Brás de Pina, e a longa distância até a praia nunca foi um grande problema para o competidor.

 

“No começo até era roubada. Eu ia sempre para a praia com um amigo também chamado Léo. Porém, não via o fato de pegar ônibus como um grande problema, e sim como a salvação. Não via a hora de estar na praia, no sol, pegando onda, conhecendo pessoas”, revela.

 

Desde sempre, o competidor conta com o apoio da família. Inclusive foi o seu pai que lhe deu a primeira prancha. “Comecei incentivado pelo meu pai que mergulhava e pegava onda e também pelo meu irmão mais velho, que já competia. Eles me deram a primeira prancha, me levaram para a praia. Meu irmão me levava, e eu era meio que o pentelho da galera. Isso fez com que eu gostasse, me dedicasse e hoje estou vivendo do esporte”.

 

A decisão de dedicar-se intensamente às competições veio aos 15 anos, quando tornou-se campeão carioca amador. Aí, a vontade de estar mais próximo da praia foi mais forte, e Léo mudo-se para o Leblon. “Deu um estalo e resolvi que iria tentar, queria viver do surf de qualquer jeito. Caso não desse certo no esporte, partiria para uma faculdade de educação física para continuar trabalhando no meio”, comenta.

 

Um dos grandes incentivadores em seu início de carreira foi o falecido Roberto Valério, proprietário da Company/Cyclone. “Ele já havia ouvido falar de mim e um dia pediu para que fosse em sua fábrica com o meu pai. Fiquei um ano contando isso para a galera e foi aí que tudo começou”, conta ele, que na época tinha 13 anos.

 

“Depois de um ano e meio, o Roberto Valério morreu e eu perdi o patrocínio. Aí, pintou a Aroma do Campo, uma empresa de comésticos em que o proprietário era o Jackson. Por intermédio dele fui apresentado ao técnico Caio Monteiro e começamos a trabalhar juntos. Basicamente, estes foram os meus padrinhos”.

 

Há cinco anos, o carioca resolveu dar uma guinada em sua vida e mudou-se para Saquarema, onde acaba de construir uma casa para morar com a família. “Foi aí que realmente mudou meu surf, pois comecei a olhar de uma outra maneira e evolui constantemente”.

 

Em uma rápida passagem por São Paulo, na última semana, Léo concedeu esta entrevista exclusiva, em que fala sobre o objetivo de ser tricampeão do SuperSurf, comenta sua trajetória no esporte e os critérios de julgamentos.

 

##

 

Como está sua expectativa?

 

O ano retrasado estava em oitavo no ranking. A final rolou no Rio de Janeiro e sabia que tinha chances de vencer e ser campeão brasileiro. Foi o primeiro ano em que conquistei o campeonato nacional e isto foi muito importante para mim.

 

No ano passado, cheguei na última etapa em Saquarema novamente com chances e em segundo no ranking, que contava com o Peterson (Rosa) em primeiro – um cara que considero forte, raçudo, com uma capacidade incrível de virar baterias nos últimos minutos.

 

Me concentrei e consegui vencer. O segundo lugar que conquistei na etapa foi como uma vitória e fiquei muito feliz com bicampeonato brasileiro.

 

Como foi este ano para você no SuperSurf? Você se contundiu algumas vezes?

 

Foi um pouco mais complicado. Torci o tornozelo no meio do ano e me recuperei depois de dois meses, quando fui para a Europa e África disputar algumas etapas do WQS. Consegui inclusive chegar às quartas na Europa e às oitavas na África, mas depois torci o joelho.

 

Aí, tive que ficar mais um mês sem surfar e comecei o tratamento novamente. Já estou em forma. Rolaram dois campeonatos nos últimos finais de semana, mas optei por não disputá-los para guardar minha energia para o SuperSurf.

 

Você está pronto para ir com tudo para a disputa do título?

 

Estou. Preferi fazer um pouco mais de fisioterapia, pois na hora da bateria você acaba arriscando tudo e eu não estou a fim de arriscar mais este título brasileiro.

 

Qual é a importância em obter o título em um circuito como o SuperSurf?

 

O circuito é alucinante. Os atletas disputam baterias homem x homem, que servem como uma preparação para o WCT. É um tipo de competição que me prevalece um pouco, pelo fato de dar a oportunidade ao atleta de escolher as ondas. O pessoal da organização tem a preocupação de esperar o mar subir e não realizar o evento em um mar horrível com ondas pequenas.

 

Eles estão preocupados com o fato de surfarmos as melhores ondas e termos tempo para escolhe-las. Isso tudo me ajuda e foi o que mais contribuiu para melhorar meus resultados. O fato de competir em baterias homem x homem, com prioridade, dá muito mais tranqüilidade para competir.

 

E no WQS, como está sua situação?

 

Acredito que ainda tenho chances (Léo está em 43º lugar).  Preciso de pelo menos um terceiro lugar para ficar bem no ranking e entrar para o WCT. Estou com boas esperanças de conseguir este ano.

 

Você percorreu o caminho inverso de grandes nomes do esporte nacional, que geralmente competem anos lá fora, e depois se dedicam ao circuito brasileiro. Porque optou em priorizar o SuperSurf no início de sua carreira como profissional?

 

O primeiro ano em que fui campeão foi uma surpresa. Estava em oitavo no ranking, com 22 anos. Ano passado, ficou aquela coisa na minha cabeça: Já havia sido campeão, será que conquisto o título novamente? E a última etapa em Saquarema me ajudou muito, a torcida, toda uma energia positiva. Este ano está tudo rolando novamente.

 

A torcida influenciou muito em suas conquistas?

 

Com certeza. A energia positiva é muito grande. Desde o mês passado, quando encontro a galera na praia, o pessoal já vem falar comigo. Dizem que acreditam em mim, que estão torcendo. É um incentivo a mais para o competidor.

 

##

 

E o nível dos atletas que disputam o título contigo. Além do fato de você ter se contundido, você acredita que este ano está mais difícil, já que o Renato Galvão e o Odirlei Coutinho também estão embalados por uma série de bons resultados?

 

Com certeza. Cada ano será mais difícil para mim por causa da nova geração. O mesmo que rolou comigo está acontecendo com estes surfistas agora. O Renato e o Odirlei já haviam disputado o título no ano passado. E neste ano, inacreditavelmente, estamos nós três disputando o título novamente.

 

São três atletas que representam a nova geração

e isso é muito bom, pois o Brasil tem atletas mais velhos com nomes muito fortes.

 

E nós, para entrarmos no lugar de nomes como Fábio Gouveia, Guilherme Herdy, Neco, Teco, Peterson, vamos ter que treinar muito para chegar no nível deles, que se dedicaram por muitos anos ao circuito mundial.

 

O fato de estar na estrada competindo, viajando, dá confiança, melhora o treino pois conquista-se um ritmo. Esperamos estar preparados para substituí-los.

 

O fato de você ser considerado um dos representantes do surf moderno, de manobras

ultra-radicais, aliado ao fato deste estilo estar sendo cada vez mais reconhecido pelos juízes também colaborou com seus bons resultados? Inclusive você chegou a receber uma nota 8,5 somente por um aéreo em Ubatuba? Como está o julgamento na sua opinião?

 

Foi uma evolução do esporte. Estamos há anos lutando para que o julgamento valorize manobras cada vez mais radicais. Mas, para julgar é muito difícil. É complicado dizer o que é ou não radical.

 

Naquele campeonato rolou muita reclamação por eu ter obtido esta nota, mas eu já estava há cerca de três anos explicando para os juízes a dificuldade de fazer uma manobra como aquela em um mar pequeno. Fui recompensado. Com certeza fui campeão brasileiro novamente por eles reconhecerem este meu surf radical.

 

Como é o fato de você ser apontado como um dos ícones deste estilo power/radical? Quem foi sua inspiração no esporte?

 

Fico muito satisfeito, pois me lembro de quando era mais novo e eu via o Dadá Figueiredo como o cara que começou este negócio de manobra radical. O conheço mais por causa do Rio de Janeiro, Dadá era uma referência para mim, a Necrose Social, manobras radicais. Fiquei com aquilo na cabeça.

 

Quando era pequeno, também andava de skate e tentei misturar um pouco estes esportes, uma tendência que vem lá de fora. Sou muito feliz por estar representando esta galera do surf radical, novo, moderno. Mas, graças a Deus, o Brasil está muito bem representado em todas as áreas, seja no tow-in, nas ondas pequenas, no surf pesado em tubos. Acho que o surf brasileiro não deve nada para os outros países.

 

Você acredita que o surf no Brasil está no mesmo patamar de países com mais tradição no esporte?

 

Acredito que estamos bem além do que eles pensam. Isso está comprovado nos resultados, com títulos no WQS, novos atletas no WCT. Temos praticamente o mesmo número da Austrália em atletas, um país que está na estrada há muito mais tempo. Não temos uma história tão antiga, mas já estamos fazendo um “barulhinho”.

 

O que a mudança do Rio para Saquarema representou no aprimoramento do seu estilo?

 

Melhorou muito, porque comecei realmente a trabalhar o meu surf. Antes, era aquela coisa de ir para a praia e surfar todos dias. Não estava acostumado a trabalhar, aperfeiçoar, melhorar o que já fazia, minha prancha, meu preparo físico ou o estilo que estava fazendo.

 

Às vezes você trabalha o ano inteiro para dar uma rasgada diferente e quando isso não é valorizado ficamos realmente muito tristes. Reclamamos e até perdemos um pouco da educação, ali na emoção do momento, mas é porque realmente exige muito tempo empregado tentando melhorar uma manobra.

 

As vezes você vê a diferença de uma manobra muito forte para uma em que o cara não arrisca tanto, com receio de cair da prancha. Ficamos nervosos, mas faz parte. Estamos tentando que o julgamento evolua conosco.

 

Estas duas vezes que você se contundiu neste ano foram extrapolando nas manobras?

 

É isso que tento explicar aos juízes. Treinar um surf radical, com manobras que poucas pessoas fazem, é muito difícil. Torci o tornozelo dando um aéreo 360, uma manobra perigosa que o pessoal estava reclamando na etapa de Ubatuba pela nota que conquistei. É uma manobra realmente difícil e perigosa de ser completada. Torci meu joelho dando uma batida em uma junção bem grande, outra coisa que luto para ser valorizada.

 

O que tem que mudar?

 

O que deve realmente ser olhado é a qualidade da manobra, e não a quantidade. Dar uma batida em uma onda bem grande, uma rasgada muito forte. Tento surfar em um critério novo. Sei que estou me arriscando, fiquei dois meses sem surfar, por isso brigo para que este estilo seja mais valorizado. Tem surfistas que fazem o famoso “feijão com arroz”, que não se machucam nunca e acabam ganhando as baterias. Isso atrapalha o surf brasileiro.

 

##

 

Como os juízes recebem estas críticas? Eles estão abertos a este intercâmbio com os atletas?

 

Às vezes eles confundem um pouco estarmos reclamando. Para se ter uma idéia, 20% dos atletas estão no critério novo, enquanto os outros 80% estão no antigo.

 

Eu reclamar sozinho de uma nota minha fica difícil, pois eles acham que é uma coisa pessoal. Porém, outro atleta – destes 80% – reclamar de uma nota minha é fácil, porque ele integra a maioria, que gostaria que tudo continuasse na mesma.

 

Agora, estes 20% estão na carência de serem bem

julgados em manobras radicais, até para continuar treinando. Se você dá um aéreo 360

e não é bem julgado, você acaba devagarinho deixando de fazer esta manobra. Para que vou fazer esta manobra se posso me dar bem com o ‘feijão com arroz’?

 

Aí, você fica em um dilema, sem saber o que fazer. Sempre fui radical neste ponto e pensei: Meu surf é este e não tem o que mudar, não tem como fazer o surf de outra pessoa, pois não conseguirei fazer nem o meu, nem o dele. Todos estes anos tentei não me preocupar com julgamento e evoluir.

 

E você foi recompensado com os títulos

nacionais. Como é ser um dos responsáveis por uma mudança no critério de julgamento?

 

Quando aconteceu o que eu queria, de ser realmente valorizado o surf radical, coincidiu justamente com minha conquista do campeonato brasileiro. Não represento só o surf radical, mas também o antigo, de manobras fortes.

 

Só não me encaixo naquele surf de manobras em ondas pequenas, com muitas manobras por onda – que é típico do brasileiro, fazer 10 manobras em uma onda.

 

Neste ano, quando estive na Austrália, o Perry Hatchet, head judge do circuito mundial, me elogiou bastante e disse que eram poucos brasileiros que tinham um surf parecido com o meu. Ele disse que não era um surf tão rápido, e sim um estilo power, de ondas boas, um estilo mais puxado para a Austrália, com boas batidas e rasgadões.

 

No circuito mundial este estilo é mais valorizado?

 

Com certeza. É bem mais fácil eu tirar notas como 8.5 lá fora. Ainda não consegui entrar para o WCT porque o nível realmente é muito alto. Geralmente chego às quartas-de-final e sempre o cara que vira é um atleta famoso que consegue notas altas no final.

 

O brasileiro ainda tem uma pequena barreira para enfrentar. Mas, acho que esta nova geração, radical e mandando bem em ondas de peso, em cinco anos limpará esta imagem do Brasil – estigmatizada por ‘atletas de beach break’. Na verdade, o brasileiro surfa qualquer tipo de onda. Temos o Burle e o Resende em ondas gigantes, por exemplo.

 

Quais são os picos internacionais de ondas pesadas que você mais se identifica?

 

As ondas que mais gosto estão no Hawaii: Haleiwa, Pipeline, Laniakea, Log Cabins. Saquarema quando está bem grande é muito bom. Todos os lugares têm seus dias perfeitos de ondas grandes, basta você morar no pico para pegá-las. É o que falo para meus amigos, nada como ser morador do lugar para pegar os melhores dias.

 

Você vai este ano para o Hawaii?

 

Vou sim. Há cinco anos vou todos os anos. Nenhum surfista brasileiro pode deixar de ir porque lá é uma escola. Frieza, nervosismo, prancha grande – carências que existem no Brasil.

 

Se você realmente conseguir entrar este ano ao WCT, além de integrar a elite mundial, se juntará aos seus amigos Raoni Monteiro e Eric Rebieri no Tour. Vocês (e também o João Gutemberg) formam um grupo denominado Encabeça Geral. O que representa estar com seus amigos competindo?

 

Fizemos nosso grupo e isso nos ajudou muito, principalmente nos detalhes, em fazer companhia, estar na areia dando um toque, descolar uma prancha reserva. Tentamos nos unir para nos ajudar, para um ser o técnico do outro e quando faltasse alguma coisa, o outro poderia complementar, inclusive com grana, cartão de crédito, amizade, conhecimento.

 

O sonho da gente é que os quatro entrem para o WCT, inclusive o João, que acaba de se recuperar de uma cirurgia no ombro e está conquistando melhores resultados. Se Deus quiser nossa amizade fará com que um dia nós quatro estejamos no Tour, competindo, se divertindo e trabalhando juntos.

 

 

 

 

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta terça-feira (15) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.