Leonardo Costa manobra forte durante etapa do brasileiro 2006. Foto: Julio Cavalleiro / arquivo.

Campeão da primeira etapa do circuito de verão Big Beach Anomalya, ainda em janeiro de 2007, Leonardo Costa treina forte em busca de mais resultados em nível nacional e internacional.

 

Capixaba local de Pompéia é instrutor da Escola Pompéia de bodyboard desde que se tornou atleta Pro em 2001. Léo coleciona títulos e boas posições nos rankings nacionais.

 

Carismático e amarradão em ondas fortes e cavadas, Costa tem um estilo altamente clássico e arrojado, o que sempre impressiona os juízes, atletas e mídia. Confira entrevista exclusiva.

Leonardo Costa prepara o tubo na lage do D2, Vila Velha (ES). Foto: Elite Bodyboard / arquivo.

 

Como descreveria sua iniciação no bodyboard?

 

Desde moleque vou a praia com amigos, sempre olhava Willian Ribeiro, Edson e Elwis Vieira, Renato Oliveira e Gordinho dropando ondas enormes. Não pude resistir e logo me apaixonei pelo esporte.

 

E a pilha nas competições?

 

Através da Escola Pompéia aprendi tudo sobre o esporte. Pude também participar de treinamentos voltados a minha evolução competitiva.

 

Lembra do primeiro troféu?

 

Foi um campeonato em Guarapari e logo na primeira bateria venci o líder do circuito. Perdi na semifinal onde cometi uma interferência, terminei em quinto lugar. Percebi nesse dia que precisava saber mais sobre o esporte.

 

Qual maior mar que você caiu? Teve medo?

 

Caí uma vez no Pompéia e tive prazer de dropar ondas de até 2,5 metros, fechando tudo. A onda parecia fechar desde a Barra do Jucu, até a praia da Costa, hehehe. Se tive medo? Tenho até hoje, mas é algo que trabalho para vencer.

 

Como anda de patrocínio?

 

Tenho apoio das pranchas Gênesis, da academia Atlanta e da academia de Mergulho. Patrocínio de verdade ainda estou procurando. Uso a premiação que ganho nos campeonatos para participar de outros eventos. Estou aberto a negociações e me coloco à disposição de qualquer empresário que veja o bodyboard como bom investimento.

 

Qual a sensação de ser instrutor da Escola que aprendeu a pegar onda?

 

Quando meus instrutores diziam que nós seriamos os próximos, não levei muita fé. Hoje, olho para frente e vejo meus alunos treinando e dedicando-se muito ao esporte que amo. Tenho certeza que formarei instrutores muito competentes também.

 

Tem algum nome forte nas categorias de base?

 

Amador Diego Silva ?Mimi?, faturou o título brasileiro Mirim em 2006 e está no caminho certo. Boto muita fé também nos meus alunos na Escola Pompéia.

 

Como é sua rotina de treinamento?

 

Faço academia, natação e pego onda – principal parte do treino, independente do tamanho do mar. Quero destacar que mesmo sendo atleta Pro e instrutor de bodyboard, tenho humildade em reconhecer que o esporte está em constante evolução.

 

Por este e outros motivos sou treinado pela Escola do Gordinho, na Barra do Jucu. Este treinamento específico e direcionado tem me colocado no ritmo de competição. Devo muito ao Gordinho (Anderson Pinto) pela evolução diária.

 

Mande uma mensagem para seus alunos e novos bodyboarders.

 

Independente de qualquer resultado, você tem que ter Deus no coração. Seja obediente aos seus pais, aos instrutores e principalmente a Deus. Zele por seu testemunho, você pode ser o próximo instrutor da Escola Pompéia. E nunca use drogas!

 

E os agradecimentos?

 

Agradeço primeiro a Deus, minha família que é base de todo meu sustento.  Obrigado também aos meus apoiadores que me mantém na atividade, minha namorada que está sempre ao meu lado, a Escola Pompéia que foi onde tudo começou, a Escola Gordinho e ao Anderson ?Pelé? de Souza, que me ensinou a tirar tubo! Hehehe.

 

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