Neste final de semana (8 e 9/10), o badalado Posto 11 da praia do Leblon, no coração da zona sul do Rio de Janeiro, receberá a primeira etapa do Circuito Adaptsurf 2016, uma competição que promove a inclusão social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
O projeto, da ONG de mesmo nome, recebe apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com o intuito de fomentar a prática esportiva e a formação de atletas amadores adaptados.
Categorias – Cerca de 60 participantes dividirão as ondas do Leblon nas seguintes categorias, seguindo os moldes do Circuito Mundial adaptado: Prone (para surfistas com lesão medular que surfam deitados), Stand 1 (para os que surfam em pé na prancha), Stand 2 (para os que surfam ajoelhados na prancha), Assisted (para surfistas que precisam de assistência dentro da água), Open (aberta a todos os surfistas, além dos praticantes da categoria Wave Skin, que fazem uso de caiaque), Surdos (para surfistas com deficiência auditiva).
Davi Teixeira, o “Davizinho Radical”, e Felipe Kizu, respectivamente segundo colocado no Mundial Duke’s Ocean Fest, Havaí, e Campeão Mundial da categoria SIT, são algumas das presenças confirmadas na primeira etapa e irão engrandecer ainda mais os confrontos.
Davizinho tem apenas 11 anos e nasceu com a síndrome da banda amniótica, uma má formação nos braços e pernas. Já Felipe, aos 18 anos, caiu da varanda da casa de um colega e ficou paraplégico. Ambos têm uma coisa em comum: a enorme paixão pelo surfe.
Sobre a Adaptsurf – A ONG Adaptsurf é uma entidade sem fins lucrativos, que promove a inclusão social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo igualdade de oportunidades e acesso ao lazer, esporte e cultura, através do contato direto com a Natureza. Sua proposta é desenvolver e divulgar o surfe adaptado para pessoas com deficiência, lutar pela preservação da Natureza e por melhorias na acessibilidade das praias. A ONG acredita que o surfe pode ser uma excelente ferramenta nas questões sociais, culturais e ambientais por se tratar de um esporte saudável, democrático e de interação total com a Natureza. O surfe adaptado tem se mostrado um excelente aliado na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência, além de seus benefícios físicos e mentais, é capaz de proporcionar momentos de conquistas e desafios. A modalidade encontra-se em desenvolvimento, ainda sem muita divulgação, no entanto já possui adeptos no mundo todo.
Projeto Acessibilidade das Praias – Iniciado em 2007, o Projeto Acessibilidade das Praias tem como objetivo discutir, divulgar, promover e viabilizar a acessibilidade das praias. A ONG Adaptsurf desenvolve estudos urbanísticos e ambientais sobre as condições dos acessos das praias e entorno, analisando principalmente o acesso à faixa de areia e ao mar pelas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Em 2008, o projeto atingiu o seu principal objetivo que era conscientizar a população e, principalmente, os órgãos públicos sobre a importância da acessibilidade das praias para garantir o acesso ao lazer e ao esporte praticado pelas pessoas com deficiência no ambiente natural da praia.

Pioneira nas questões de acessibilidade das praias, a Adaptsurf foi a primeira a oferecer gratuitamente atividades de esporte e lazer adaptados, utilizando a cadeira anfíbia e a esteira Mobi-Mat para promover o acesso. O modelo de praia acessível foi resultado de estudos realizados em praias do mundo todo, através dos exemplos positivos encontrados na Califórnia, Havaí, Austrália, Espanha e no projeto desenvolvido em Portugal, desde 2004, chamado de “Praia Acessível, Praia para Todos”. O Projeto repercutiu de forma positiva entre as entidades ligadas às pessoas com deficiência, gerando o interesse em formar parcerias para adaptar e estender o Projeto para outras regiões do Brasil. Recebemos o contato de pessoas da Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e São Paulo. Os hotéis da orla também demonstraram interesse em contratar os nossos serviços de consultoria em acessibilidade de praias.
O evento – O Circuito Adaptsurf 2016 tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, apoio da Cerveja Praya e Geka. Realização ONG Adaptsurf e homologado pela FESERJ. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro inicia parceria com associações de surfe para fomento da modalidade. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro tem o papel, neste projeto de parceria com as associações de surf, de promover maior capacidade de infraestrutura nos eventos amadores, fortalecendo ainda mais as categorias de base do esporte.