
Sempre gostei de viajar e aproveitei todas as oportunidades que tive no Brasil, mas considero que só coloquei mesmo o pé na estrada em 2000. Foi quando eu saí do Brasil totalmente na roubada pra passar uma temporada em Morro Negrito, um surf camp longe de tudo, perdido acidentalmente no Panamá.
Todos os contatos tinham sido feitos pela Internet. Chegar lá e realmente encontrar um surf camp foi um grande alívio. Fiquei um total de seis meses na ilha. Pela primeira vez na vida consegui ganhar algum dinheiro com fotografia. Foi bom, mas acabou batendo aquela saudade de “terra firme” e eu me joguei em um ônibus pra Costa Rica.

Cheguei logo de cara em Pavones. Passaram uns dois dias e o swell chegou quebrando clássico. Soube de cara que estava no lugar certo. Resultado? Acabei passando mais de um ano e meio por lá. Nesses primeiros dois anos as milhares de fotos tiradas foram só desculpa, eu estava mesmo atrás das ondas. Foram dois anos pegando altas ondas, ainda que sofrendo pelo grande isolamento e pelas condições sinistras de transporte.
Já faz mais de um ano que saí de Pavones e vim pra Jacó. As ondas nem se comparam à perfeição de Pavones, mas são muito mais constantes e o lugar tem posicionamento estratégico na hora de sair pra qualquer parte do país atrás do swell, sem contar que aqui o tão falado “progresso” já chegou. Tem até padaria, telefone coletivo, farmácia e banca de jornal… (risos)
Nome Daniel Simões Neris
Idade 26 anos
Formação Jornalismo pela UNISANTA, 1999
Profissão jornalista, fotógrafo e designer
Temporadas no exterior 3 anos na América Central
Pico favorito Pavones
Quiver 5’11, 6’0 e 6’10 (no momento todas pedindo arrego)