
Líder da categoria Open no estadual amador 2003, Felipe “Kita” Martins está vivendo um ótimo momento nesta temporada. Trata-se de outro talento do surfe gaúcho alçando vôo para o cenário nacional de competição.
Local de Torres (RS), o atleta acabou de completar um ano de patrocínio junto à marca Railender Brdwear Co., de Porto Alegre, e vem treinando forte como nunca, mentalizando desde agora o seu principal objetivo para o restante deste ano e também para 2004: participar de todos os eventos possíveis do ABRASP Super Trials, a divisão de acesso ao Super Surf, o circuito profissional que reúne a elite do esporte brasileiro.

Aos 22 anos e já remando nas ondas desde os 10, o ariano Felipe Martins, apelidado de Kita, tem a oportunidade de surfar todos os dias na mais bela praia do Rio Grande do Sul. E a sua rotina diária de treinamento ele mesmo explica.
“Pelo menos um banho por manhã e por tarde. À noite, pratico natação para ter ainda maior resistência na braçada. Se o mar fica flat, costumo fazer musculação e andar de skate”.
Quanto à alimentação, diz comer de tudo. “Bastantes saladas, frutas e água … É só não exagerar em nada!”, complementa.
Entre seus recentes títulos, todos conquistados por performances de alto nível, destaque ao de campeão Open do Circuito Interassociações 2002 e também o de campeão Open (tanto na aberta quanto na interna) do Circuito AST 2002, da Associação dos Surfistas de Torres.
Já pelo Gaúcho Amador 2003, o histórico de desempenho deste competidor é de causar inveja e preocupação aos demais.
Na primeira das etapas, realizada em Cidreira, Kita venceu a Open sem deixar dúvidas a respeito de sua supremacia. Surfou a melhor onda do campeonato durante a bateria final (nota 8,33) e, inclusive, superou Jairo Lumertz, a sensação daquele final de semana por ter garantido a vitória em outras duas categorias.
Na segunda prova, em Atlântida, ele repetiu o êxito e deixou clara sua superioridade aos adversários, demonstrando uma técnica apuradíssima de manobras velozes, limpas, com pressão e projetando permanência no trilho da onda.
No evento seguinte, em São José do Norte (extremo Litoral Sul do RS), apesar de não ter subido ao posto mais alto do pódio, ele esteve presente na finalíssima, tendo terminando em terceiro lugar naquela ocasião.
Já em Torres, Martins não conseguiu avançar até a decisão como ocorrera nas três fases anteriores do Gaúcho. Porém, chegou às semifinais e continua liderando de forma isolada a mais concorrida categoria do Circuito, e isso com quase mil pontos de vantagem sobre o segundo colocado, tendo também a possibilidade de dois descartes.
A meta do rapaz está traçada em sua mente. “Quero disputar estas últimas etapas do Super Trials 2003 já para ir adquirindo certa intimidade e experiência profissional. Assim, vou estar melhor preparado em 2004 e saberei as reais chances de pontuar no ranking brasileiro”.
E para isso acontecer, Felipe Martins quer manter sadia, e proveitosa para ambos os lados, a parceria de patrocínio que possui há um ano com a Railender.
“Agradeço a todos da empresa, por apostarem no meu surf, e espero permanecer com esse apoio e com essa confiança, pois um trabalho sério, feito num conjunto de união, sempre gera bons resultados”, acredita.