Independência ou surf

Kelly joga a real

Em entrevista recente, concedida ao apresentador e surfista Sal Masekela antes do US Open na Califórnia (EUA), o norte-americano Kelly Slater ratificou o que todo mundo está careca de saber: cansou-se dos caminhos alcançados pelo surf profissional.

Numa conversa reveladora, o 11 vezes campeão mundial diz que perdeu as esperanças e não liga mais se o esporte tornar-se um gigante ou “simplesmente desaparecer” da mídia.

Para ele, verdadeiros surfistas sabem o que é o surf. E cita Dane Reynolds, que recentemente deixou de correr o circuito mundial, como um exemplo de atitude a favor do esporte.

Slater faz críticas à ASP (Association of Surfing Professionals) quando afirma que a entidade hoje não é uma organização independente, ou seja, depende diretamente de patrocinadores. “É realmente estranho”, diz o campeão, mostrando-se à vontade com Masekela.

Kelly cita beisebol, basquete e até o futebol como exemplos de trabalho em prol do esporte. Ele pede uma organização livre das grandes marcas, pois é como “se o surf fosse uma estratégia de marketing para estas grandes empresas”.

O norte-americano também revela gostar e não se incomodar com crianças, mas às vezes é sente-se exausto pela proximidade que as pessoas conseguem ter com os atletas durante as competições.

Entre outros assuntos, Slater manifesta sua preocupação com a natureza ao dizer, no final da entrevista, que não usa protetores solares industriais, segundo ele, nocivos ao meio-ambiente.

Confira acima a entrevista publicada pelo site Streetjesus.net.

Foto de capa © ASP / Kirstin

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