No último final de semana Porto Belo (SC) ganhou ares polinésios com o encontro promovido pela galera do Pa’ahana Paddle Club.
Contando com a presença de seis clubes de canoagem polinésia – Passauna Paddle Club, Pa’ahana Paddle Club, Floripa Va’a, Kanaloa Va’a, Praia Mole Paddle Club e PRG Va’a – o evento contou com uma série de atividades como remadas de integração, palestra do projeto “Todos ao Mar”, com Ricardo Machion, mini-clínicas com José Paulo, da Canoa Caiçara/Santos, Yoga cujo tema foi “Uma visão multidimensional da canoagem a partir da yogaterapia”, com Victor Pires e, claro, o ponto alto, a cerimônia de batismo da “Ka Ora”, uma canoa V3 projetada por Rafael Caldeira e construída por Luciano Fachini, com a ajuda de Rafel e da galera do Pa’ahana Paddle Club.
O evento teve início no sábado (23), com a chegada dos integrantes do Floripa Va’a, que vieram remando por cerca de 40 km desde Florianópolis até Porto Belo a bordo de uma canoa catamarã e recebidos com muita festa na Praia do Centro.
Em seguida, o momento mais especial do evento: o batismo da Ka Ora.
O nome, de origem Maori, significa “Estou Vivo” e foi inspirado no trecho do Ritual Maori Hakka, em que figura o Guerreiro que, dado como vencido, ressurge com seu grito “KA ORA”!
Abrindo a cerimônia, Luciano Fachini fez um discurso emocionante, agradecendo a todos pela presença e em especial a sua mãe, recordando o que vivera ao longo da concepção de Ka Ora até aquele momento.
(Vídeo: Aesir Imagens Aereas)
Tradição é coisa séria quando falamos de canoagem polinésia e ainda que, por razões óbvias, a produção das canoa hoje em dia seja muito diferente daquela relizada pelos povos antigos, que concebiam suas embarcações a partir de um só tronco de árvore (por sua vez cuidadosamente escolhida e reverenciada), a forma como ela ganha “vida” sem mantém a mesma.
As cerimônias de batismo são intensas e fieis às suas origens. Rituais sagrados, normalmente realizados à beira do mar, onde aquela embarcação, de madeira ou fibra, receberá uma alma – Mana – para, assim, trazer mais proteção e sucesso aos seus tripulantes.
Em Porto Belo não foi diferente. A cerimônia foi conduzida pelo pioneiro Alexey Bevilacqua, que, em um ritual belíssimo, evocou os povos antigos para lembrar a todos da importância de se manter as tradições e transmiti-las de geração a geração.
Os clubes de Va’a deram as mãos e se formaram em círculos ao redor da canoa que estava prestes a ser batizada. A cerimônia foi bela e teve seu ápice na condução de Ka Ora às águas do mar de Porto Belo, seguida pelas demais canoas em sua primeira incursão pelos oceanos.
Após a cerimônia, uma pausa para o almoço, seguida por uma palestra com Ricardo Machion, no auditório do Palco das Artes, sobre segurança na navegação, encerrando as atividades de sábado.
O domingo começou com a com a mini-clínica de José Paulo, da Canoa Caiçara/Santos, seguida por uma aula de Yoga cujo tema foi “Uma visão multidimensional da canoagem a partir da yogaterapia”, com Victor Pires.
Para encerrar o dia, um remadão com a presença de todos os clubes de Va’a conduzida pela galera da Pa’ahana Paddle Club.
Imua!


























































