
No início do mês, o australiano Jai Abberton, 31, foi absolvido pela Corte Suprema de New South Wales ao término de um desgastante julgamento, depois de ter ficado preso por dois anos e meio sob a acusação de assassinato.
A vítima foi Anthony Hines, 37, que morreu depois de ser baleado na cabeça em agosto de 2003. Irmão do surfista profissional Koby Abberton, Jai alegou legítima defesa como justificativa pelo crime.
Segundo contou à polícia, ele acreditava que Hines teria planos de seqüestrar sua namorada, identificada como BC, e depois pretendia matar o casal. “Eu tive que matá-lo”, disse ele ao ser preso.
Depois de balear Hines, Abberton e BC teriam despido (exceto por um pé de sapato) e transportado o corpo até um penhasco próximo de Maroubra, onde ele foi encontrado três dias depois.
Bastante emocionado, Jai comemorou a sentença segurando e beijando freneticamente um crucifixo Ao deixar a corte ele pouco falou, apenas que “estava mais que aliviado”. “Sempre acreditei em Deus, sempre”, resumiu Abberton.
Para chegar ao veredicto o júri debateu durante uma hora e meia. Um dos jurados caiu em prantos, enquanto os outros esperam do lado de fora e acenaram para ele.