Josifran Araújo fala de Hawaii

Após conquistar em 2004 o título de campeão paulista Amador, embarquei para uma temporada de três meses no Hawaii. Foi uma nova experiência e destaco algumas curiosidades da trip.

 

Mesmo vendo a ilha, ainda no avião, não pude acreditar que era real. Na real, só acreditei não estar sonhando, quando entrei no mar pela primeira vez. Foi em Backyards, onde desci minha primeira onda havaiana. Foi irado!

 

Com o passar dos dias, conheci vários picos: Velzyland, Sunset, Rocky Point, Pipeline, Backdoor, Off the Wall, Log Cabins, Waimea Bay, Makapu´u, Makaha, Ala Moana. Mas uma coisa é fato: sou bodyboarder e os

bodyboarders preferem cair em Pipe, Backdoor ou Off The Wall.

 

As ondas que mais gostei foram Pipeline, Backdoor, Off The Wall e Rocky Point. Foram nesses picos onde peguei as melhores ondas da vida e pude sentir a adrenalina de estar em Oahu. Completei um drop difícil em Pipe e vaquei no tubo, entubei profundo pra Backdoor e voei alto em Off The Wall. Tem que estar lá para conferir.

 

Foram nessas horas que percebi que estar no Hawaii não é só alegria: é importante estar atento nas séries, não é permitido sequer remar nas ondas dos locais, tem que disputar ondas com os melhores do mundo e, além

disso, dropar as ondas certas para não se machucar nos rasos corais. Estar lá é superar seus limites a cada onda, a cada momento. Um aprendizado constante.

 

Além das ondas, conheci alguns pontos turísticos: as montanhas do filme “Jurassic Park” e Pari, de onde se vê o East Shore todo, a vista mais bonita que já presenciei.

 

Percebi também a receptividade dos moradores da ilha com os turistas, muita organização e respeito com os ônibus escolares e ambulâncias com as sirenes ligadas. Quando isso acontece, todos param imediatamente os carros.

 

Vivi momentos inesquecíveis durante esses três meses na terra do arco-íris. Muita diversão com outros atletas brasileiros nos churrascos, luais, batendo uma pelada e dentro da água.

 

É por tudo isso que pretendo voltar ao Hawaii em novembro e aproveitar bem o inverno havaiano, me aprimorando em ondas grandes e tirando fotos. E espero, principalmente, competir a tradicional prova de Pipeline, confirmada para janeiro de 2006.

 

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)