
Logo após o lançamento do vídeo Bodyboarding Santa Catarina, eu e Thiago Nuernberg já pensávamos em um novo projeto. Algo diferente e que pudesse realmente dar força ao esporte. Claro que para isso precisaríamos usar o cinema, o maior meio de comunicação existente.
Assim surgiu a idéia de fazer um documentário sobre a história do esporte e sua realidade, onde procurando passar tudo o que nos fez tão apaixonados pelo bodyboard.
O vídeo traz toda a influência de revistas como a Fluir bodyboarding e suas matérias. Lembro de uma matéria em especial, sobre a Ilha de Pascoa com Xandinho e Paulo Esteves. Os

dois chegaram lá em uma barca com surfistas e botaram realmente para baixo, impressionando a todos que estavam na trip. Mostraram o verdadeiro espírito do esporte.
Revistas gringas como a australiana Riptide e a americana Bodyboarding, com excelente qualidade fotográfica e ondas épicas no Hawaii e outras partes do mundo. Vídeos como o Warperd com imagens insanas de Shark Island e muitas outras ondas deformadas existentes na Austrália. Guilherme Tâmega e sua atuação no histórico evento de Pipeline em 1994.
A primeira temporada Havaiana ninguém esquece. Chegar e ver que quem realmente pega as mais insanas são os bodyboarders. E principalmente a emoção dos primeiros dias de surf, algo inesquecível para a maioria.

Para isso precisamos passar pelos principais pólos do esporte: o Hawaii com suas ondas gigantescas, a Austrália, talvez o melhor lugar do mundo para prática do esporte, com um enorme número de atletas e reef breaks.
O Brasil, com seus campeões e excelentes beach breaks: São Conrado e Itacoatiara, no Rio de Janeiro. O Espírito Santo com suas ondas cavadas e muitas bancadas de pedra.
O Chile tem ondas que parecem desenhadas para o bodyboard, inúmeros reef breaks perfeitos e tubulares. Inclusive, no Chile cerca de 80% dos surfistas são bodyboarders.

O Tahiti, que possui a onda mais impressionante já surfada, Teahupoo, e pensei também nas Filipinas, com Cloud Nine. Uma onda onde os bodyboarders extrapolam os limites.
Paulo Barcellos me relatou uma onda de Andrew Lester incrível: Tubo, 360 normal dentro do tubo, tão dentro que quem viu de frente, só viu a ponta do pé de pato, aí sumiu… A onda veio enroscando na bancada, muito quadrada. Todos pensando: imagina se ele sai. E quando ninguém mais esperava, Lester saiu do tubo com um backflip perfeito.
A primeira parada do Barrells board foi o Hawaii. Nas próximas matérias você vai saber udo sobre esta viagem.