A segunda etapa do circuito brasileiro profissional 2007 foi reiniciada na manhã desta sexta-feira, em ondas de meio a 1 metro e formação regular na praia de Itaúna, Saquarema (RJ).
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Depois de ser paralisada ao meio-dia da quinta-feira devido às ondas inconsistentes, a prova recomeçou com as oito baterias complementares da segunda fase.
No primeiro confronto do dia, o paulista Edgley Santos eliminou o cearense Thiago de Sousa num duelo sem muitas emoções. Edgley totalizou 10.77 pontos, contra 8.77 de Thiago.
Em seguida, o baiano Wilson Nora teve trabalho para superar o paulista Ricardo Ferreira.
Com as direitas decidindo as primeiras baterias do dia, Nora mandou bem de backside para descolar 7.00 e 5.00. Ricardo tinha um 5.03 na cartola e precisava de 6.98 para vencer.
Na melhor onda que pegou, Ricardo fez um bom trabalho de frontside e chegou perto da vitória. Dois juízes deram 7.50, mas os outros três (6.00, 6.50 e 6.80) não deram a virada ao paulista e a média final foi de 6.93.
A terceira bateria contou com a vitória do paranaense Peterson Rosa sobre o catarinense Raphael Becker por 13.96 a 12.03 pontos.
Peterson assumiu a liderança ao arrancar 7.83 dos juízes numa direita em que acertou duas batidas de frontside jogando a rabeta.
A 12a bateria da segunda fase, quarta do dia, reuniu os dois principais atletas da história do surf baiano.
De um lado estava o ilheense Jojó de Olivença, 39 anos, bicampeão brasileiro (88 e 92) e top da elite mundial durante oito anos.
Do outro, o soteropolitano Armando Daltro, 33, campeão mundial do WQS em 2000 e top do WCT durante sete anos.
O duelo começou com Mandinho soltando uma belíssima rasgada de frontside, mas a onda não proporcionou outras manobras de qualidade e o atleta teve 6.50.
Jojó respondeu com três potentes batidas de backside para arrancar 8.50. Depois, trabalhou uma esquerda até o inside e assumiu a liderança com 4.20, deixando o adversário a 6.21 da vitória.
Mandinho tentou reagir e podia ter conseguido a virada nos instantes finais, quando pegou uma boa direita e atacou o lip com duas batidas.
“Achei que a onda fechou depois da segunda manobra, mas o Jihad comentou que ela abriu uma parede mais adiante. Se tivesse dado uma passada depois da primeira batida, aí poderia aproveitar o resto da onda”, lamenta Daltro.
Jojó era só alegria depois da classificação. “A bateria foi boa, tive a felicidade de achar aquela esquerda. Acho que foi a segunda vez que enfrentei o Mandinho. Caímos juntos num WCT, se não me engano em Bell’s Beach, e ele venceu naquela ocasião”, comenta Jojó.
Outro surfista baiano classificado para a terceira fase é Bruno Galini, que derrotou o carioca Anselmo Correia numa disputa com poucas ondas.
Galini foi melhor na escolha e somou 5.67 e 5.17, enquanto Anselmo oteve apenas 4.40 e 3.40.
“Estou feliz por ter passado a bateria, mas confesso que não surfei muito bem. Caí com uma quilha pequena e não consegui soltar muito as manobras”, revela Galini, 21 anos.
No duelo seguinte, o paulista Hizunomê Bettero conseguiu uma virada emocionante nos instantes finais e barrou o catarinense Jean da Silva.
Hizu soltou o pé numa esquerda e fez 9.17 pontos para garantir vaga na terceira rodada.
Ainda pela segunda fase, Tadeu Pereira levou a melhor sobre o amigo Jair de Oliveira no duelo entre surfistas de Cristo.
A última bateria da rodada foi vencida pelo paulista Bruno Moreira, que virou na última onda e deixou o catarinense Thiago Bianchini fora da briga em Itaúna. Moreira precisava de 6.61 e fez 6.93.
