
Depois de ser adiado no último sábado por falta de ondas, o Sul Nativo Surf Pro foi iniciado neste domingo na praia da Joaquina, Florianópolis, com as quatro primeiras baterias da triagem.
Mas a quarta e última etapa do circuito catarinense profissional acabou paralisada devido às fracas condições do mar, que apresentava ondas maiores que ontem, porém mexidas.
De acordo com Fred Leite, um dos organizadores, a prova, que tem prazo até quarta-feira para ser realizada, recomeça na manhã desta segunda e deve ser concluída até terça-feira.
O destaque da triagem foi Marco Giorgi, amador uruguaio radicado em Garopaba, que fez a melhor onda (7.33) e a maior soma (13.33), vencendo os surfistas profissionais Carlos Santos e Ricardo Azevedo, desclassificados.
O paraibano radicado no Rio Grande do Saul Alan Saulo passou para a próxima fase em segundo lugar na bateria. A bateria que abre a primeira fase conta com o modelo Paulo Zulu e Tiago Bianchini, local da Joaquina e 11º colocado no ranking.
O evento, que conta com 102 inscritos, distribui R$ 15 mil e premia o campeão estadual com uma vaga no SuperSurf e, junto com o vice-campeão, garante participação no WCT Brasil de 2006.
Líder do circuito, o joinvilense Jean da Silva veio do Hawaii especialmente para competir no evento. “A volta vale a pena, com certeza, pois não posso deixar passar esta oportunidade de conquistar o título do meu estado, que conta com atletas de alto nível”, diz o surfista de 20 anos que treina na vizinha São Francisco do Sul.
O atleta foi vice-campeão na primeira etapa em Garopaba, terceiro em Balneário Camboriú e, mesmo perdendo nas oitavas-de-final na Prainha (onde treina), se manteve na ponta do ranking.
Outro surfista que chegou do Hawaii para competir no evento é o gaúcho Rodrigo Dornelles, que venceu a etapa de abertura na praia da Ferrugem, em Garopaba. O modelo Paulo Zulu, morador da Guarda do Embaú, ex-surfista profissional top 30 da Abrasp entre 1987 e 1991, também confirmou presença na prova.
O local de Piçarras Andreas Eduardo é o vice-líder do ranking e aposta no conhecimento do pico. “Morei sete anos em Floripa e treinava na Joaca quase todos os dias. Conheço bem a vala e não vou dar mole”, diz Déa, que morou na capital catarinense entre 1995 e 2002.
Entre os locais, Tiago Bianchini é o melhor colocado (11o), seguido de Fabrício Machado (15o) e Diego Rosa (19o), campeão catarinense de 2004. William Cardoso, Pedro Norberto, Guilherme Ferreira, Beto Mariano, Ricardo Ortiz e Fábio Carvalho, pela ordem do ranking, são os outros surfistas que também tem chances de conquistar o título da temporada.
“A disputa dos surfistas do norte do estado, os locais com muita vontade e os outros de Floripa que querem deixar o título na cidade tornam a etapa uma das decisões mais emocionantes dos 25 anos de história deste circuito”, salienta Fred Leite, um dos organizadores do evento e membro da Federação Catarinense de Surf.