Jihad Kohdr dá volta ao mundo

Sonhando com os pontos necessários para fazer parte da elite do surf mundial, o paranaense Jihad Kohdr, 20 anos, embarcou na última segunda-feira (26/7) para uma completa volta ao mundo. Serão cinco semanas em três continentes antes de retornar ao Brasil.

 

A primeira escala é a Califórnia, onde ele disputa esta semana um dos campeonatos de surfe mais tradicionais do circuito mundial, o US Open.

 

De lá ele parte para o Japão, onde irá conhecer a praia de Akabane Beach e participar do Tahara Pro. Sem retornar ao Brasil, Kohdr segue para a França, onde permanece por três semanas competindo nas praias de Anglet, Hossegor e Biarritz.

O Circuito Mundial WQS é a divisão de acesso para elite do surfe mundial, o WCT. Peterson Rosa, Neco Padaratz e outros seis brasileiros já atingiram o topo e este é o sonho de Jihad e de outros trinta brasileiros, a maioria da nova geração.

 

No WQS, em cada uma das mais de 50 etapas, cerca de 270 atletas de 16 países disputam os pontos. Ao final do ano, apenas os 15 melhores do ranking sobem para a primeira divisão.

 

“O que complica a nossa vida é que os atletas da elite WCT também podem disputar os campeonatos do WQS e ainda levam a vantagem de entrar no evento principal. Nós disputamos as fases de triagem para termos o direito de chegar ao evento principal e só então brigar diretamente com eles para atingirmos uma pontuação razoável”, explica Jihad, que precisa ter uma média de mil pontos por evento para chegar ao final do ano com chances de disputar uma vaga.

Depois de enfrentar problemas nos Estados Unidos, Jihad embarcou confiante em um bom resultado. “Agora acho que não vou ter problemas na imigração. Meu passaporte está cheio de carimbos de vários países e só para os Estados Unidos e Havaí já fui mais de seis vezes”, acredita este filho libanês que mantém a tradição árabe-muçulmana da família.

Em 2003 Jihad foi destaque na Califórnia. Ele derrotou por duas vezes seguidas o ídolo local Rob Machado. Agora, a preocupação é conseguir um bom resultado e partir para o Japão. “Não conheço ainda o país, mas o pessoal da equipe Quiksilver vai me buscar no aeroporto e já reservou um lugar próximo ao evento. O Japão é um país onde os brasileiros sempre trazem importantes pontos” completa.

A França é o país que mais recebe etapas do circuito mundial. Nada menos do que quatro grandes eventos são disputados todos os anos num total superior a U$ 600 mil dólares em prêmios.

 

Empresas como Nókia e Renault patrocinam os campeonatos, que são realizados em praias paradisíacas sempre nos meses do verão europeu. E, assim como no Japão, os surfistas brasileiros são presença certa no pódio.

 

“Ou vamos ganhar uma etapa ou faremos alguns pódios”, aposta Kohdr, que já venceu uma das etapas deste ano do mundial e precisa de pelo menos mais três bons resultados para fazer companhia a Peterson Rosa na elite do surfe mundial.

 

 

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