
Depois de ser tratado como suspeito pela imigração americana, Jihad Khodr superou o transtorno e deu o troco nos americanos na sua primeira bateria no US Open, que rola em Huntington Beach – Califórnia.
Enfrentando de cara uma bateria de altíssimo nível, Jihad usou e abusou dos aéreos para garantir a primeira colocação e derrotar pela primeira vez na competição o ex-Top 5 do WCT Rob Machado.
“Ele até me elogiou no final da bateria”, revelou Jihad, empolgado com o resultado e feliz por ter dado uma resposta aqueles que nem queriam deixá-lo entrar no país. “Entrei na bateria com muito mais vontade de vencer. Não sairia daqui derrotado, não. Quero ir longe neste campeonato”, promete o paranaense de 19 anos.
Mais do que uma vitória Jihad já entrou para a lista dos melhores do evento, liderada por outro brasileiro: Adriano de Souza, o Mineirinho.
Além de Jihad e Mineirinho, outros quatro brasileiros avançaram para o round dos 96: o baiano Christiano Spirro e os cariocas Pedro Henrique, Anselmo Correa e Leonardo Neves. As únicas baixas ficaram por conta do catarinense Jean da Silva e do paraibano Otávio Lima.
A expectativa para amanhã é a de que os brasileiros sigam na tocada. Com ondas de meio metro, mas perfeitas, não será surpresas as maiores notas do dia ficarem com os brazucas.
Até o momento, Adriano lidera as estatística com a maior nota do evento: 8.67 obtida no segundo round. Jihad vem em quarto com 8.50, obtido na sua estréia.
Na soma geral das notas a liderança ainda segue com Mineirinho que tem 17.00 e Jihad é o quarto com 15.50.
“No começo da bateria achei que não ia dar. Via as ondas do Rob Machado e não acreditava nas notas que estavam dando. Eles querem muito que ele vá para a final”, revela Jihad por telefone direto da Califórnia.
“Só virei a bateria porque apostei nos meus aéreos”, conta o atleta que obteve uma nota 8.50 e outra 7.0.
Nesta quinta, Jihad será o primeiro a entrar na água, abrindo o round dos 96. Ao seu lado segue o favorito Rob Machado e a situação se complica com a presença do australiano Andrew King e do seu companheiro de equipe Quiksilver James Santos.
“Pelo nível da bateria esta bem que poderia ser umas quartas-de-final”, comenta Khodr, já mais aliviado pelo rolo ocorrido em Washington na sua chegada.
Baterias da sétima fase envolvendo brasileiros
1 Andrew King (Aus), James Santos (Bra), Jihad Kohdr (Bra) e Rob Machado (EUA)
2 Renan Rocha (Bra), Luke Hitchings (Aus), Adriano de Souza (Bra) e Asher Nolan (EUA)
4 Raoni Monteiro (Bra), Fred Patacchia (Haw), Gabe Kling (EUA) e Patric Gudauskas (EUA)
5 Beto Fernandes (Bra), Glenn Hall (Aus), Aaron Cormican (EUA) e Pedro Henrique (Bra)
6 Greg Emslie (Afr), Joca Júnior (Bra), Christiano Spirro (Bra) e Beau Mitchell (Aus)
7 Marcelo Trekinho (Bra), Maz Quinn (NZ), Ryan Simmons (Aus) e Kaipo Jaquias (Haw)
9 Marcelo Nunes (Bra), Todd Prestage (Aus), Frederic Robin (Fra) e Max Hoshino (EUA)
10 Bruce Irons (Haw), Tiago Pires (Port), David Pinto (EUA) e Leonardo Neves (Bra)
11 Yuri Sodré (Bra), Will Lewis (Aus), Kirk Flintoff (Aus) e Brad Gerlach (EUA)
15 Rodrigo Dornelles (Bra), Troy Brooks (Aus), Anselmo Correa (Bra) e Bobby Martinez (EUA)
16 Guilherme Herdy (Bra), Mikael Picon (Fra), Masatoshi Ohno (Jap) e Jamie O’Brien (Haw)
Oitava fase (chave principal)
4 Damien Hobgood (EUA), Armando Daltro (Bra) e dois classificados da fase anterior
5 Jake Paterson (Aus), Danilo Costa (Bra) e dois classificados da fase anterior
6 Neco Padaratz (Bra), Nathan Webster (Aus) e dois classificados da fase anterior
7 Victor Ribas (Bra), Tom Whitaker (Aus) e dois classificados da fase anterior
14 Peterson Rosa (Bra), Tim Reyes (EUA) e dois classificados da fase anterior
15 Paulo Moura (Bra), Darren O’Rafferty (Aus) e dois classificados da fase anterior