Jihad é dono da festa

Jihad Khodr durante WCT 2006, Praia da Vila, Imbituba (SC). Paranaense recebe prêmio de campeão do Super Surf nesta quinta-feira. Foto: ASP / Covered Images.

Jihad Khodr, campeão brasileiro de surf profissional 2006, recebe a imprensa em Curitiba nesta quinta-feira para um café da manhã. No cardápio, a premiação pela boa campanha na temporada.

 

Ele recebe o troféu de campeão e um Cross Fox zerinho como premiação da Volkswagen pelo título de número 1 do circuito Super Surf 2006.
 
Será a primeira entrevista coletiva dele para falar da conquista do título e dos transtornos sofridos na sua última viagem para o Hawaii em novembro ? quando acabou deportado para o Brasil por falta de visto adequado.
 
Depois do título conquistado em novembro, na última etapa do Super Surf realizada no Rio de Janeiro, Jihad teve uma seqüência de competições por São Paulo e Santa Catarina antes de embarcar para o Hawaii.

 

Porém, o campeão acabou deportado para o Brasil quando fazia escala em Dallas, Texas. Ele não possuía visto de negócios, apenas o de turismo.

 

E por mais que os outros atletas brasileiros na mesma condição tivessem entrado nos EUA, ele acabou maltratado por mais de 15 horas até ser escoltado por policiais para o vôo de volta.
 
A conseqüência foi a perda das duas últimas etapas do Circuito Mundial WQS disputadas em Oahu.

 

O campeão era número 26 do ranking e precisava galgar 10 posições para chegar ao tão sonhado WCT ? divisão de elite do surf profissional. Com a deportação, o sonho foi adiado.
 
Mas num esforço geral de toda sua equipe o Consulado Americano reparou em parte o transtorno causado e providenciou, rapidamente, a entrevista bem como a oficialização de um novo visto. Este com validade de cinco anos, categoria máxima (B1 e B2), para atender turistas ou viajante em negócios.
 
Jihad, então, embarcou no começo de dezembro para duas semanas de treino e fotos, e para  ter certeza de que não terá mais problemas na imigração americana.

 

Depois de retornar ao Brasil nesta semana, Jihad tem planos bem claros. ?Vou me dedicar como nunca para entrar no WCT. Por isso, vou me concentrar apenas nas etapas do WQS pelo mundo. Já fui número 17 em 2005 e agora em 2006 perdi a chance de entrar. Já tenho experiência e sei o que é preciso para conseguir uma das 15 vagas. Mas agora eu quero mais. Quero entrar para o WCT pelo menos como top 10 ou quem sabe como campeão mundial?, antecipa Khodr, mas sem deixar de registrar um outro desejo.
 
?As etapas do brasileiro não interferem no WQS. Por isso, vou tentar o bicampeonato nacional. Se eu for bem nas primeiras etapas, sigo em frente, senão desencano e vou pegar ondas boas em lugares onde rolam as etapas do WCT, onde eu ainda não competi. Será como um treino, uma simulação para uma possível vaga em 2008?, revela.
 
Coletiva de Imprensa com Jihad Khodr 
Local Concessionária Servopa, Rua Rockefeller 1118 ? Rebouças, Curtiba (PR), tel. 3330 2000
Horário 8:30 horas
Informações Arieta Arruda (44) 9948-5161

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