Jihad de olho em Pipe

O paranaense Jihad Khodr é um dos brasileiros mais interessados no Rip Curl Pipeline Masters, etapa de encerramento do WCT que acontece em Pipeline, Hawaii.

 

De olho na elite do surf mundial em 2006, Jihad torce para que o carioca Raoni Monteiro e o norte-americano Tim Reyes ingressem no grupo dos 27 primeiros colocados no ranking do WCT e abram ao menos uma vaga pelo WQS.

Jihad finalizou a temporada em 17o lugar na divisão de acesso, enquanto Raoni foi 12o e Reyes ficou em 14o.

 

O carioca está em 30o no WCT e entra no grupo dos 27 se ficar entre os nove melhores nos tubos de Pipeline e Backdoor.

 

É a mesma situação do norte-americano Tim Reyes, 31o colocado no WCT, que também pode abrir uma vaga no WQS para a entrada do paranaense com um bom resultado no Rip Curl Pro.

 

“Estou chateado por ainda não ter conseguido a vaga, mas como 17o do WQS é praticamente certo que eu corra quase todas as etapas do WCT no ano que vem. Na pior das hipóteses, serei o primeiro alternate”, fala Jihad.

 

“Vamos aguardar os desempenhos do Raoni e do Tim Reyes em Pipeline, de repente abre mais uma vaga. Sem contar a galera que está pensando em se aposentar, como o Luke Egan! Tem muita coisa para acontecer, tá tranqüilo”, finaliza o paranaense, que ocupava a 15a e última posição no ranking do WQS, mas perdeu a vaga em Sunset, Hawaii, palco da etapa de encerramento.

 

 

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O australiano Jarrad Howse era um dos principais adversários e se deu bem na briga pela vaga.

 

Com a eliminação precoce de Jihad, o aussie passou a precisar no mínimo de um quinto lugar na prova.

 

?Eu nem quero ver e nem gosto de ficar torcendo pra neguinho perder. Se quiser vai vendo aí e depois me fala?, disse Jihad ao manager Rodrigo Tusca antes das quartas-de-final.

 

Nas quartas, Jarrad Howse conseguiu a proeza de eliminar os locais cascudos Sunny Garcia e Pancho Sullivan, avançando atrás do tricampeão mundial Andy Irons.

 

Quando soube que o aussie tinha passado para a semi, Jihad entregou os pontos. “Já era!”, lamentou o paranaense.

 

Na semifinal, Jarrad Howse enfrentou dois compatriotas. Parecia que estava tudo combinado.

 

Enquanto Jake Paterson mandou bem e descolou a segunda posição, o atleta Luke Stedman nitidamente parou de surfar para não ultrapassar Jarrad Howse, pois a terceira posição no confronto colocaria o atleta no WCT em 2006.

 

Luke começou a disputa com um 6.83 e ficou boa parte do tempo precisando de apenas 2.00 pontos para assumir a terceira posição. O tempo passava e o aussie nem remava nas séries, enquanto todos pegavam ondas sucessivamente.

 

Para tentar enganar o público, Stedman de vez em quando fazia um drop numa onda sem parede, somando pouco mais de 1 ponto. Não deu outra. Jarrad Howse finalizou a semifinal em terceiro lugar e ultrapassou Jihad no ranking do WQS. 

 

O brasileiro acredita ter perdido a vaga ainda em Haleiwa, palco da penúltima etapa. “Passei uma rodada e depois tive uma bateria casca com o Sunny Garcia e o Bobby Martinez. Um minuto antes do início entrou uma série de uns 2,5 a 4 metros que quebrou em cima de mim. Só consegui pegar uma onda”, revela Jihad. Mesmo com a saída da lista dos Top 15, Jihad segue confiante. “Vou estar no WCT em 2006”, acredita Jihad.

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