Patrô e novo treinador

Jihad adianta o seu lado

Jihad volta ao Brasil depois de dois meses competindo fora. Foto: Kirstin / ASP Covered Images.

O paranaense Jihad Khodr está voltando ao Brasil depois de dois meses competindo na Austrália e na África do Sul. O saldo da viagem é positivo, segundo o atleta.

 

“As duas primeiras etapas do WCT foram de puro aprendizado e a terceira colocação em Durban me dá uma tranquilidade maior”, disse o atleta que foi buscar uma nota 10 para chegar a semifinal do WQS seis estrelas da África do Sul.

 

“Eu estava surfando muito solto, muito tranquilo. Fiz um 10 nas quartas-de-finais mas faltou onda na bateria seguinte. Mas valeu, estou muito feliz porque tem muita coisa boa acontecendo”, revela o paranaense.
 
Jihad refere-se à sua contratação pela rede de lojas Tent Beach. Numa parceria com a Hot Buttered a Tent Beach acaba de confirmar o nome de Jihad em sua equipe.

 

“É mais um apoio importante que chega no momento em que estou realizando o meu sonho que é disputar o WCT. Agradeço a HB e a Tent Beach por esta parceria e espero dar muito retorno a todos”, diz Jihad.

 

Jihad conta ainda com o co-patrocínio da Goofy, que acaba de lançar o seu catálogo e uma série de anúncios tendo o paranaense como destaque.
 
Jihad & Robalinho Outro grande reforço para fazer Jihad Khodr brilhar na elite do surf mundial vem na parte técnica. Pedro Robalinho, que atualmente treina Léo Neves, Rodrigo Dorneles e Pablo Paulino, entre outros, acaba de ser contratado por Jihad.

 

“Disputei as duas primeiras etapas do WCT na Austrália e só tive a aprender. Vi o trabalho do Robalo e percebi o quanto é importante e necessário”, explica o top.
 
Pedro Robalinho, 31 anos, foi responsável por levar Pedro Henrique ao WCT e acompanhou por mais de cinco anos a surfista Silvana Lima, principal nome do País na elite mundial feminina.

 

“Começamos a trabalhar e logo vi que poderia dar certo. O Jihad é uma pessoa fácil de se lidar e ele me deu muito retorno do meu trabalho. Nós fizemos ótimos treinamentos e nas baterias já rola uma boa sintonia. Acredito que para as próximas etapas o fruto dessa parceria vai aparecer”, confirma Robalinho.

 

“Ele me dá segurança e me ajuda na definição dos equipamentos. Não dá para um atleta querer brilhar no WCT e não ter alguém na areia em cada uma das etapas para te acompanhar”, acredita Jihad.
 
E para esta parceria dar certo, Jihad conta com o apoio do seu irmão Omar Chiah, que assumiu o comando da sua carreira em lugar de Rodrigo Tusca, que hoje cuida apenas de questões jurídicas.

 

“Para ter o Robalinho ao meu lado, do Léo e do Dorneles vamos precisar do apoio dos patrocinadores. Mas vamos atrás porque isso faz a diferença”, comenta Jihad, que espera retornar a África do Sul este ano e brigar novamente pelo título.
 
“Esta foi a segunda vez que chego à semifinal em Durban. Eu já tinha vencido no ano passado o Mr Price e agora vou voltar em julho para defender este troféu. Além disso, vou ter a oportunidade de competir pela primeira vez em J-Bay, um sonho pra mim. É a direita mais perfeita do mundo e vou estar lá como atleta do WCT pronto para soltar o pé”, completa Khodr.  

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)