Jet ski alivia surfistas no SuperSurf

Durante a primeira etapa do Circuito Brasileiro Profissional, o SuperSurf, jet-skis foram usados para rebocar os atletas até o outside de Maresias, que contou com ondas de até 2 metros.

 

Esse recurso existe desde o início do ano passado, com a equipe do salva-vidas e big rider Romeu Bruno, que é contratada para comparecer em todas as etapas do circuito.

 

“Foi excelente o trabalho executado pelo Romeu Bruno e equipe. As condições do mar no sábado estavam muito ruins e por isso decidimos utilizar o reboque para dar mais dinamismo ao campeonato”, explica Evandro de Abreu, organizador do evento e gerente de produto da Unidade Jovem do Grupo Abril.
 
“Nas últimas baterias do domingo, o mar já estava mais tranqüilo, porém os atletas solicitaram à direção do evento a continuidade do serviço. Aí definimos que nos últimos cinco minutos o jet não podería ser mais utilizado. Mas foi exclusivamente porque as

condições do mar tinham melhorado”, conta ele.

De acordo com Abreu, a equipe do jet estará sempre presente no circuito independentemente de estar previsto swell grande ou não. “Contamos com eles também como um serviço de segurança e salvamento”, complementa.
 

Além de Maresias, em 17 anos de circuito brasileiro, o reboque dos surfistas com o jet-ski só funcionou no SuperSurf de Florianópolis no ano passado, quando a praia da Joaquina apresentou ondas de até 2,5 metros.

 

Os surfistas acham esse recurso importante, pois permite que eles peguem mais ondas, ao invés de perderem tempo varando a arrebentação.

 

“Achei superpositiva a iniciativa da organização em colocar os jets na água. O mar não estava tão grande, mas tenho certeza de que se não tivessemos os jets, poucas ondas seriam surfadas nas baterias. Com isso, o público perderia em ação e o fator sorte iria contar ainda mais. Ou seja, com eles nos rebocando de volta ao fundo, tivemos a chance de pegar muito mais ondas e venceu quem realmente mereceu”, analisa Fábio Gouveia, nono colocado no evento.

 

“O lance agora é só aprimorar o trabalho para que a coisa fique ainda mais organizada. Eu particularmente adorei, pois peguei várias ondas na bateria e me diverti muito. Tudo é aventura”, afirma Fabinho.

 

Já Andréa Lopes, tricampeã brasileira de surf profissional, acha muito importante o apoio do jet em condições difícies.

 

“O espetáculo para quem assiste fica melhor. No meu caso, quando o mar estava grande ainda tinha uma carta na manga, o meu preparo físico, pois com ele conseguia pegar mais ondas do que as outras meninas. É superimportante o pessoal da organização valorizar esse tipo de trabalho e dar mais infra-estrutura aos atletas”, comenta Andréa, que finalizou a competição na terceira colocação.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.