
O swell que está bombando no Hawaii tem provocado estragos. Na última terça-feira o surfista Everaldo “Pato” Teixeira rompeu ligamentos do joelho em Jaws, Maui, e dois gringos não-identificados também se deram mal: um levou 20 pontos na cabeça e outro saiu do mar desacordado. Detalhe, o cara só não morreu porque estava com colete salva-vidas.
Os norte-americanos Mike Parsons e Brad Gerlach também domaram ondas cabulosas em Jaws, durante expedição-relâmpago da Billabong Odissey. No último dia 22/11, a barca da Billabong já havia passado pelo norte da Península Ibérica, onde surfistas droparam ondas gigantes num pico do Golfo de Vizcaya, no País Basco.
O big rider Sylvio Mancusi também pegou altas ontem em Jaws. Em email enviado à redação do Waves.Terra ele conta que o mar estava muito grande e fez um comentário lacônico: “Peguei altas e estou acabado”.
Na ilha de Oahu a cobra também está fumando. O único pico surfável nos últimos dias é Waimea, onde o mar está quebrando em torno entre 8 e 12 pés, com séries ocasionais de 15 pés com swell de noroeste. Sunset está fora de controle há dois dias e a organização do Rip Curl Cup, penúltima etapa do WCT 2002, resolveu suspender a competição temendo pela vida dos atletas.
As ondas chegaram a molhar a estrada Kamehameha no North Shore de Oahu e, durante a madrugada do dia 26 as bóias marcavam 23 pés em intervalo de 23 segundos, o que indica swell de grandes proporções.
De acordo com Randy Rarick, diretor de prova da Hawaiian Triple Crown, esse é o maior swell da temporada até agora. O detalhe engraçado deste swell, ainda segundo Rarick, é que só mesmo no Hawaii um campeonato é suspenso por “excesso” de ondas.
Segundo o site do surfista Fabinho Gouveia, ontem a galera se concentrou em Waimea para surfar ondas entre 18 e 20 pés. O paraibano diz que ficou duas horas no mar e chegou a ver séries de 25 pés na baía. (colaborou Ader Oliveira)