Jaws ao sabor do vento

Depois de quase um mês sem ondas grandes em Maui, o último dia 5 de fevereiro foi marcado por ondas entre 40 a 50 pés de face, com forte vento Leste/Nordeste em Jaws.

 

O início dessa barca para Jaws começou quando o jet-ski de Romeu Bruno e Formiga quebrou no meio do caminho.

 

A sorte deles é que Haroldo Ambrósio e Jorge Pacelli apareceram e os levaram de volta à baía de Maliko.

 

A primeira dupla de tow-in a chegar foi norte-americana. O vento muito forte fazia com que o véu da onda se tornasse uma perigosa névoa de água, e com essas condições fica difícil o resgate do parceiro.

 

Em seguida, a dupla Haroldo Ambrósio e Jorge Pacelli chegou e em menos de cinco minutos Haroldo era o primeiro do dia a rabiscar as ondas.

 

Haroldo nesta temporada vem mostrando muita atitude na hora de manobrar e alguns já comentaram que ele é atualmente um dos melhores ?frontsiders? em Jaws, com cavadas e rasgadas sempre no limite e com muita pressão e estilo.

 

Outra dupla que também mostra muita habilidade nessas condições é Carlos Burle e Eraldo Gueiros. Eles partiram no dia seguinte direto para a Califórnia, para o Mavericks Surf Contest, onde Danilo Couto e Alexandre Martins também aguardavam as ondas.

 

No mesmo dia do swell em Jaws rolou o Eddie Would Tow, em Puena Point, Oahu, organizado por Ace Cool, umas das lendas vivas do big surf havaiano. Os brasileiros se deram bem com Yuri Soledade terminando em segundo e Everaldo Pato e Sylvio Mancusi em terceiro, realmente um bom resultado.

 

Esse talvez tenha sido o motivo de não ter tido muitos tow-surfers de Oahu nesse swell, ou também por causa do forte vento. Esse fator atraiu os melhores nomes do windsurf mundial, como Robby Nash, Jason Polakov, Robby Seeger, entre outros, que mostraram muita habilidade nas temidas ondas de Jaws.

 

Pela facilidade que eles tinham de entrar nas ondas, surfaram praticamente as maiores do dia e chegaram a comentar que foi o melhor Jaws dos últimos cinco anos para o windsurf.

 

Em algumas ondas a vela do wind ficava minúscula em relação as ondas, sendo que em média a altura de um mastro pode chegar ou até passar dos 4,30 metros. O mais impressionante era quando eles davam o ?botton turn? no limite, chegavam a quase encostar a vela na água para conseguir fazer o botton numa velocidade impressionante.

 

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Aloha

 

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