Mais uma grande ondulação atingiu o arquipélago havaiano na última segunda-feira.

 

As condições em Oahu estavam boas, mas  o pico do swell foi à noite. Na ilha de Maui, as ondas estavam maiores porque as ondulações chegam horas depois de bater em Oahu.

 

Novamente o pico foi Jaws, com ondas grandes e perfeitas.

 

Laird Hamilton, contundido no joelho, apareceu para dar uma olhada, surfou uma onda, mas depois foi embora deixando o pico livre.

 

A maioria era de brasileiros, que mais uma vez

mostraram um surf forte e seguro. Destaque na manhã para uma onda gigante surfada por Haroldo Ambrósio e para a performance de Rodrigo Resende.

 

Ele pegou dois tubos seguidos em diferentes ondas. As bóias tiveram intervalos de 24 segundos e no decorrer do dia as séries demoravam mais ainda.

 

As ondas vinham perfeitas e tubulares. Com uma direção bem de oeste, batiam na bancada formando tubos perfeitos.

 

Jorge Pacelli percorreu um tubo lindo – talvez o melhor de sua vida. Romeu Bruno colocou pra dentro de um tubão e rodou com o lip protagonizando o momento mais “heavy” do dia.

 

Sylvio Mancusi, em parceria com Everaldo ?Pato?, que fez uma brilhante apresentação, talvez uma das melhores performances da vida dele no pico, também pegou boas ondas, mas no final da caída torceu o tornozelo e teve que dar um tempo.

 

Carlos Burle e Eraldo Gueiros mostraram estar bem afiados, em sintonia com aquelas ondas, e com os equipamentos em dia. Yuri Soledade e Danilo Couto surfaram altas ondas – para a direita e esquerda – deixando claro que conhecem muito bem a bancada e estão cada vez mais à vontade.

 

Edson de Paula e João Mauricio Jabour também surfaram boas ondas com segurança. Entre os estreantes, o santista Daniks Fisher mostrou disposição e determinação. Ele chegou a “Maliko Bay” de bicicleta, sem prancha, pedindo carona e acabou rebocado em algumas. Fisher saiu feliz com a oportunidade de surfar ali pela primeira vez.

 

À tarde mais alguns brasileiros apareceram no outside como o salva-vidas Alfredo Vilas-Boas, bem como Cezar Oliveira “Cezinha” e Coxinha. Logo atrás veio a dupla feminina Maria Bela e Andrea Moller.
 
Vários brasileiros crowdearam o pico mostrando que o surf de ondas grandes está muito popular entre nossos atletas. Não sei a impressão e o impacto que isso está causando entre os locais e qual será a reação. Mas, a realidade é que nos últimos anos os brasileiros estão entre os atletas mais fissurados quando o mar sobe.
               

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