Japão volta a sediar uma etapa do WCT

Depois de três anos fora do circuito mundial de surfe profissional, o continente asiático volta a sediar uma etapa do WCT (World Championship Tour) – o primeiro evento de três anos – com o Niijima Quiksilver Pro, em Tóquio, Japão.

 

O quinto evento da elite mundial em 2003 vai acontecer na ilha de Niijima, a 200 quilômetros da costa de Tóquio. O período de espera para o evento começa no dia 18 e vai até o dia 29 de junho, com 12 dias para ser realizado nas melhores condições do mar em Niijima.

 

O evento também vai distribuir três wildcards para os surfistas japoneses, além de distribuir uma premiação de US$ 250 mil. O presidente da ASP Wayne “Rabbit” Bartholomew deu as boas vindas à novidade, lembrando da antiga história que a ilha tem com o surfe profissional.

 

“A ASP Internacional está muito contente de levar de volta um evento do WCT para o Japão, depois de três anos,” disse Bartholomew. “Niijima já foi sede de vários eventos da ASP desde 1979. O evento será muito bom para o desenvolvimento do surfe no Japão, para os atletas do WCT e para indústria do surfe também”, completou Rabbit.

 

O diretor de prova do evento, Rod Brooks, também aprovou a volta do local ao tour: “Como diretor do evento, eu acho que a ilha de Niijima vai provar que é um local muito bom para este tipo de competição, ainda mais com esse tempo de espera”, explicou Brooks.

 

“O lugar é muito famoso pela água transparente e areia pura. Eu trabalhei no Amateur World Surfing Games em Niijima, em 1990, e num dos maiores dias as ondas tinham muita força, cheguei a ver 27 pranchas quebradas. Normalmente em junho são esperados swells do sul com direitas e esquerdas. Essa é a primeira vez que um tempo de espera de 12 dias é usado no Japão, então acredito que isso vai fazer uma grande diferença na qualidade de ondas surfadas”, disse.

 

Niijima é uma praia de beach-break e recebe os maiores swells da costa japonesa. Acostumada a sediar grandes eventos de surfe, a região viu o australiano Mark Richards vencer o primeiro WCT em Habushiura, em 1979, e Martin Potter (Ing) ganhar o último ocorrido na região, em 1989.

 

O melhor e mais jovem surfista do Japão, Masatoshi Ohno de Shizuoka, recebeu um convite da organização para competir no evento, e mais dois japoneses vão receber os outros wildcards depois de competir no Quiksilver Trials, que vai acontecer em Chiba, nos dias 5, 6 e 7 de junho.

 

O campeão do WQS (World Qualifying Series) 2002, Jake Paterson (Aus), destacou o forte apoio da indústria no Japão ao surfe, e também sua alegria de poder competir lá.

 

“O Japão é um mercado muito grande para o surfe e os top 45 de hoje tem algum tipo de patrocínio ligado a uma empresa japonesa”, disse Paterson. “Pessoalmente acho muito importante ter um evento no Japão para o tour ser realmente mundial. Eu amo a comida e as pessoas, e ninguém no mundo cuida tão bem da gente como os japoneses durante um evento”, elogiou.

 

O brasileiro Fabio Gouveia disse que possui bons e velhos amigos por lá e relembra as boas ondas locais. “Eu amo o Japão e não vejo a hora de voltar para lá”, disse Gouveia. “Tenho tantos amigos que não vejo há muito tempo, e sempre me divirto lá. E Niijima tem altas ondas”, diz.

 

A Aim Create, uma empresa de publicidade no Japão, é a detentora da licença para o WCT no Japão, e a Quiksilver veio oferecer seu nome para o evento.

Para mais informações acesse Aspworldtour.com e Quiksilver.com .

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