The Greenroom Festival

Japão com arte – Parte I

Aconteceu nos dias 30 e 31 de maio a quinta edição do The Greenroom Festival na cidade de Yokohama, Japão. E pela primeira vez um brasileiro foi convidado para expor entre os artistas mais influentes da arte surf da atualidade.

O fotógrafo santista Jair Bortoleto, autor do livro Alma Santista e curador da Santos SurfArt recebeu o convite e, com o patrocínio da marca Viking
Surfboards e apoio de amigos, partiu para a terra do sol nascente. Confira abaixo, um relato dos dois dias de exposição pelo proprio fotografo Jair Bortoleto.

“O convite para o Greenroom Festival foi uma surpresa. Primeiro pela lista de artistas convidados. Os maiores artistas e fotografos da atualidade foram convidados. Segundo pelo lugar. Japão sempre foi um sonho de criança e a possibilidade de ir pra lá, juntando com a chance de mostrar minhas fotos entre os melhores artistas de surf arte do mundo, foi demais.

Yokohama, a cidade onde o evento aconteceu, é a segunda maior do Japão, só perdendo pra Tokio.
É uma cidade linda, cheia de atrações e superlimpa e organizada. Os organizadores colocaram todos os artistas e músicos no mesmo hotel, o que
possibilitou novas amizades e contatos para o futuro.

O evento aconteceu em um píer flutuante chamado Osanbashi, um terminal de navios de cruzeiro, centro de convenções e eventos. Uma das arquiteturas mais bonitas que já vi.

O evento tinha vários palcos com shows simultâneos, com destaque para o show do The Mattson 2, que esteve no Brasil em janeiro passado para o Santos SurfArt. Eles tocaram junto com a lenda do skate mundial, Ray Barbie, e o baixista Aakaash Israni. Esta união proporcionou um dos maiores shows de música que já vi. A qualidade do som que eles produzem juntos é impressionante. Ray Barbie, que confessou nunca ter vindo ao Brasil, disse que está esperando uma oportunidade de mostrar sua música no Brasil e tem muita vontade de conhecer a cultura brasileira e principalmente a música.

Outro destaque musical foi o show de Donavon Frankenreiter, que mostrou um rock balançado e dançante, colocando todos os presentes em estado de surf. É impressionante a receptividade que Donavon tem no Japão.

O festival que teve os 16 mil ingressos colocados à venda esgotados no primeiro dia. Foi o evento de surf mais bem organizado que já vi. Arrisco a
dizer que não cometeram erros. Os japoneses responsáveis pelo evento fizeram um trabalho soberbo e mostraram que além de apaixonados pela cultura são pessoas responsáveis e hiper competentes.

Takashi, responsável pelo andamento do evento, ficou feliz que houve convite para um brasileiro participar do evento que aconteceu pela quinta vez. “Brasil tem uma forte ligação com o Japão, especialmente a cidade de Santos, berço da imigração japonesa no Brasil”, disse Takashi.

Entre os artistas convidados estavam Thomas Campbell, considerado o mais influente da história do surf. Além que mostrar suas fotos e pinturas, ele trouxe a estreia de seu mais novo filme, The Present. Estavam presentes alguns surfistas que participaram do filme, como Danny Hess, Dan Malloy, Jon Wegener, Harrison Roach e Kassia Meador, que tambem expôs pela primeira vez suas fotos. Kassia é uma das melhores longboarders do mundo e com certeza a mais graciosa em cima de uma prancha.

Antes do filme o The Mattson 2, Ray Barbie e banda tocaram algumas músicas para dar um tom
maior ao filme.

Os artistas Jim Mitchell e Ben Waters, da Austrália, Heather Brown, do Hawaii, também vieram para o evento. Além deles, também houve a presença de Ryan Tatar e Mickey De Temple, da Califórnia, além de vários artistas japoneses, com destaque para o fotografo Buntaro Kato e para o artista Harvest, que faz esculturas com decks de skate.

O novo filme de Mickey De Temple, chamado Picaresque, é um amostra do novo-velho longboard, com um approach renovado e com trilha-sonora bem interessante, que faz do filme uma obra-prima da nova geração dos pranchões.

Em suma, o evento foi fantástico e com certeza o maior e melhor evento de surf que já vi”.

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