Show de surf em Maracaípe

Jano Belo detona em Seletiva

Jano Belo faz bela estréia na segunda etapa da Seletiva Petrobras 2007. Foto: Fábio Minduim / Seletiva Petrobras.

Duelos emocionantes marcaram a estréia dos principais cabeças-de-chave da segunda etapa da Seletiva Petrobras 2007, que rola na Baía de Maracaípe, Porto de Galinhas (PE).


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Nas baterias realizadas durante a tarde, os surfistas puderam aproveitar a melhor formação das ondas na maré cheia e deram um verdadeiro show ao público.

Destaque para as belas atuações do paraibano Jano Belo, os catarinenses Guga Arruda, Thiago Bianchini e Pedro Norberto, os potiguares André Fagundes e Joca Júnior, o cearense Messias Félix, os cariocas Anselmo Correia, Daniel Hardman e Eric de Souza, o baiano Alandreson Martins, os pernambucanos Sávio Carneiro e Paulo Moura e os paulistas Ricardo Ferreira e Emerson Piai.

Joca Júnior rasga com estilo na Baía de Maracaípe (PE). Foto: Fábio Minduim / Seletiva Petrobras.

As baterias pegaram fogo em Maracaípe. Atual terceiro colocado no ranking da Seletiva Petrobras 2007, o paraibano Jano Belo fez uma boa estréia na prova e dominou o confronto contra o carioca Eduardo Rolins, o cearense Fábio Silva e o catarinense Tomas Hermes.

Jano esbanjou plasticidade nas manobras e surfou com muita fluidez para arrancar notas 7.83 e 6.60 dos juízes. Na briga pela segunda vaga, o carioca Eduardo Rolins respirou aliviado depois da forte ameaça de Fábio Silva, que precisava de 6.5 e fez 6.37 na última onda.

Ex-top do WCT, o pernambucano Paulo Moura contou com o incentivo do público para dominar a última bateria do dia. Moura mostrou intimidade com as ondas de Maraca e garantiu a vitória com notas 7.33 e 7.00 nas duas últimas ondas.

Na mesma bateria, o paulista Edgar Bischoff garantiu a classificação ao superar o cearense Adilton Mariano e o carioca Gabriel Pastori.

O paraibano Alan Saulo, eliminado na segunda fase, permanece como o autor da melhor nota da competição (8.50). Nesta sexta-feira, as maiores notas foram obtidas pelo baiano Alandreson Martins, também conhecido como ?James Christian?, e o catarinense Thiago Bianchini.

Quinto colocado na prova em 2006, Alandreson acertou duas boas rasgadas e um aéreo 360 para arrancar nota 8.00 dos juízes. O baiano já tinha um 6.33 no somatório e avançou em primeiro lugar no duelo com o catarinense Pedro Norberto, que também arrebentou e foi premiado com notas 7.83 e 5.67. A bateria teve como eliminados o paulista Alexandre Costinha e o catarinense André Zanini.

Quem também descolou uma nota 8.00 foi Thiago Bianchini, depois acertar um floater com velocidade, desferir uma belíssima rasgada e finalizar com uma batida na junção. O catarinense levou a melhor sobre o paulista Hizunomê Bettero e o baiano Dennis Tihara, que travaram um duelo sensacional e polêmico na briga pela outra vaga.

Dennis precisava uma nota pouco acima de 5 pontos virar, enquanto Hizu descartava 3.77. Depois de ter uma quilha quebrada e perder alguns minutos na areia para trocar de prancha, Hizu voltou com tudo ao outside para defender a a segunda posição.

No último minuto da bateria, os dois foram ao ataque e dividiram a atenção do público. Hizu mandou um pequeno aéreo 360 na junção de uma esquerda, enquanto Dennis achou uma direita da série e tentou sua última cartada. Devido ao balanço da onda, o baiano teve trabalho para acertar a primeira batida e uma rasgada, mas jogou lenha na fogueira ao finalizar a direita com uma potente cacetada de backside.

Depois de minutos de suspense na praia, os juízes avaliaram as ondas dos atletas e a classificação ficou com Hizunomê, que trocou o 3.77 por 5.73. Dennis também descolou 5.73 pontos e amargou a terceira posição na bateria, seguido pelo carioca Leo Trigo, que não conseguiu repetir a boa atuação da primeira fase.

 

Outro que caiu numa disputa acirrada foi o carioca Gustavo Fernandes, superado pelo carioca Marcelo Bispo na última onda. Bispo precisava de 5.44 e fez 5.57 numa pequena esquerda em que mandou um floater, uma boa batida e finalizou com uma batida. Fernandes não gostou do resultado e foi até o palanque questionar a decisão dos juízes. Ao término da segunda fase, a comissão técnica recebeu gentilmente o atleta para exibir um vídeo com todas as ondas do duelo e explicar os critérios de avaliação.

 

A disputa foi vencida por Daniel Hardman, também do Rio de Janeiro, autor de notas 7.00 e 5.33. Em quarto lugar ficou o catarinense Felipe Teixeira, que precisava de 5.85 para entrar na zona de classificação.

A terceira fase da prova começa às 8:30 horas deste sábado. No primeiro duelo do dia, o catarinense Davi de Jesus, número 4 do ranking, encara o cearense Thiago de Sousa, o catarinense Gustavo Schilickman e o carioca Guilherme Sodré.

 

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