Janaina Oliveira vem com tudo

A gaúcha Cristine Furlan é nossa nova correspondente. Cris bateu um papo com a potíguar Janaína Oliveira, atleta que vem se destacando bastante no cenário nacional.

 

Nas linhas abaixo você vai conhecer um pouco mais dessa bodyboarder.

 

Jana, nos fale um pouco sobre você. O que você mais gosta de fazer? 
Sou estudante de Urbanismo, estou no segundo ano. Escolhi este curso por me identificar bastante com  curso, depois do bodyboard esta é a minha segunda paixão.

 

Como foi que tudo começou e quanto tempo você pratica bodyboard?

Ingressei no esporte como uma brincadeira de verão, tudo era curtição. Eu ia para a praia com meus amigos e uma prima, não conhecia o bodyboard, não sabia nem quem

eram os grandes bodyboarders da época. E mesmo sem ter nenhuma informação sobre o esporte, foi como amor à primeira vista. Peguei a primeira onda e me encantei.

Comecei a pegar onda em 1993, mas só vim a competir em 1999. Já faz um tempinho que pego onda, 11 anos. Durante o período entre 93 e 99, eu era muito novinha e o bodyboard era como uma brincadeira de final de semana, depois que dominei algumas manobras e fui me aventurar em competições, o esporte passou a ser algo mais sério em minha vida.

 

Hoje não está fácil ser bodyboarder, está muito difícil conseguir patrocínio. Você sente muito esta dificuldade?

Tive muita dificuldade no começo com relação a patrocínio, tive que ralar muito. Hoje, graças a muita insistência e perseverança, consegui ótimos patrocinadores que me

incentivam bastante. Tenho com eles, uma relação de amizade. Procuro estar sempre em contato mandando resultados e matérias. Atualmente, sou patrocinada pela Fico surfwear, O Jornal de Hoje, pranchas Z-Point, Salitur viagens e o site apsurf.com.br

 

Qual é a sua manobra preferida?
Gosto muito do meu 360 invertido e do meu rollo, mas a manobra que mais me amarro em ver e assistir nos filmes é o normal aéreo, é muito show! Um dia chego lá. rsrsrs.

 

Você contou que pega onda desde pequena, com seus amigos. O que os seus amigos significam para você?

Eu me considero uma pessoa divertida e brincalhona, e é nesse meu jeito de ser que acabo fazendo novas amizades. Hoje tenho grandes amigos, tanto na faculdade, em casa e nas viagens que faço competindo. Amizade é a chave de tudo, sem amigos

ficamos sozinhos.

E quanto a família?
Minha família é tudo! É minha base, onde encontro apoio. Tenho duas irmãs que me incentivam bastante e meus pais ainda mais. Quando comecei a pegar onda, não tive muito apoio do meu pai, ele achava que não era legal essa história de ?surfista?. Com aquele velho preconceito: surfar era coisa de vagabundo e tal. Mas ele percebeu que não era assim e começou a me incentivar e dar força. Todo começo de um atleta é sem patrocínio, eu tinha o meu ?paitrocínio?. Só tenho a agradecer por ter conseguido crescer no bodyboard.

 

E para os jogadores de plantão, conte um pouco sobre a Janaína.

Sou muito caseira, costumo falar que sou uma pessoa do dia. Não gosto de balada, no máximo uma saidinha vez ou outra. Gosto muito de ir ao cinema, adoro fazer trabalhos artesanais e me amarro em viajar. Viajar para mim é tudo, é onde encontro meus amigos, conheço novos lugares, novas praias e novos picos.

 

Jana, nos conte sobre o seu mais novo patrocínio?
Estou muito feliz com o patrocínio da  Z-Point. Quando fecho um patrocínio encaro como um reconhecimento ao meu trabalho, aos resultados e uma oportunidade de crescer ainda mais. É muito bom saber que existem pessoas que acreditam no meu potencial. Eu já usava Z-Point há quatro anos, sempre gostei e me identifiquei com a prancha e evolui muito com ela. O novo bloco é show de bola, já testei a pranchinha e adorei!

Como foi o seu começo no circuito Brasileiro?
Comecei a competir no circuito Brasileiro em 2001, mas só competia as etapas no Nordeste e nem era filiada. No ano passado, ganhei as duas etapas que aconteceram no NE e com a ajuda dos meus patrocinadores pude pela primeira vez competir fora da minha região. Foi na etapa que rolou no Espírito Santo, fiquei em quinto. Essa etapa foi  irada, teve a festa da Ride it. Terminei o ranking de 2003 na quarta colocação. Em 2004 fui para todas as etapas que aconteceram, a primeira em Campos, cheguei em terceiro, na segunda e terceira etapa, respectivamente em Rio das Ostras e Maracaípe, fiquei em quinto lugar.

O que você acha da organização do circuito brasileiro?

A organização do Brasileiro está melhorando. Os juízes estão de parabéns, toda a comissão é nota dez. Os campeonatos estão cada vez mas organizados em termos de estrutura digna de um circuito Brasileiro. Mas tenho um ponto negativo a ressaltar, a premiação tem que melhorar. Todo mundo sabe que essa categoria – a amador, é a base de tudo, é nela que surgem os grandes atletas profissionais, acho que as premiações estão deixando muito a desejar.

 

No ano passado, quem ficava em segundo lugar ganhava uma prancha e em 2004 não está recebendo. Uma prancha na premiação é o mínimo, a premiação é o mínimo de reconhecimento ao atleta. Desta maneira fica difícil sair do tão longe, fazer sacrifícios, passar dois dias dentro de um ônibus para competir. Às vezes não compensa. Competimos por amor ao esporte, mas mesmo assim nós amadores continuamos competindo porque acreditamos na evolução e reconhecimento futuro do esporte.

Onde é seu pico de treino no Rio Grande do Norte?
Costumo surfar na Praia de Ponta Negra, uma praia urbana situada no litoral sul de Natal. É mais perto da minha casa. Outro pico que treino bastante é a praia de Tabatinga, também no litoral sul do Rio Grande do Norte, há uns 40 minutos de Natal e a onda é bastante forte.
 
Quais são suas perspectivas de futuro?

Quero chegar entre as quatro primeiras do ranking brasileiro, competir algum circuito fora do meu Estado e fazer muitas viagens.

Deixe seu recado para a nação bodyboard.
Ninguém deve desistir de seus sonhos. Persistir é a palavra! Viva o hoje intensamente, pois o amanhã não cabe a nós sabermos. Boas ondas!

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