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Jadson na batalha

Durante um freesurf nas pesadas ondas do Postinho, na Barra (RJ), palco da terceira etapa do WCT, o potiguar Jadson André foi surpreendido ao mandar uma batida na junção. A onda o derrubou e virou seu corpo por completo embaixo da água, provocando uma entorse no joelho esquerdo. Devido à dor da lesão, o atleta saiu do mar chorando e foi prontamente atendido pela equipe médica do evento, ainda no Rio de Janeiro.

Mesmo constatada a lesão nos ligamentos do joelho e sentindo fortes dores, o brasileiro fez questão de entrar na água e disputar a bateria. Mas, o norte-americano Brett Simpson venceu o confronto pelo placar de 9.33 a 8.60. Jadson deu adeus à prova e seu foco voltou-se para o diagnóstico e tratamento de mais uma lesão (a terceira no prazo de um ano).

Em São Paulo, foi constatado um estiramento no ligamento colateral. De acordo com o doutor Marcelo Baboghluian, do Projeto Marazul e responsável por toda parte física do atleta, esta é uma lesão com grau classificado entre leve e moderado e prazo de recuperação de até 40 dias. Com isso, o atleta ficou de fora da etapa de Fiji e a expectativa é que esteja recuperado para Teahupoo, no Tahiti, quinta etapa do WCT prevista para rolar entre 16 e 27 de agosto. Para sua vaga, foi escalado o catarinense Willian Cardoso.

Segundo Baboghluian, como Jadson não pode surfar, além do tratamento para recuperar o ligamento, ele também faz um trabalho fisioterápico duas vezes ao dia, também focado no treinamento de tronco e ombros. “Graças ao acompanhamento feito por ele (e toda equipe Oakley) nos últimos anos, conseguimos garantir uma recuperação mais rápida. O trabalho psicológico também foi intensificado, pois ele já sofreu outras contusões nos últimos anos”, explica ele.

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