WQS

Jadson extrapola no US Open

Jadson André descola notas 10 e 9.23 na segunda fase do US Open of Surfing. Foto arquivo: Covered Images / Rowland.

O potiguar Jadson André deu um verdadeiro show na segunda fase do US Open of Surfing, etapa de nível 6 estrelas do WQS que rola no píer de Huntington Beach, Califórnia (EUA).

 

Nesta terça-feira, o surfista de Ponta Negra arrancou a primeira nota 10 da prova e ainda somou 9.23 para registrar impressionantes 19.23 pontos em vinte possíveis.

 

O confronto reuniu ainda os brasileiros Charlie Brown e Willian Cardoso, mas foi o havaiano Torrey Meister quem acompanhou o ritmo do jovem potiguar.

 

Também em total sintonia com as ondas, Meister somou 9.93 e 9.17 para impedir qualquer chance de dobradinha brasileira, deixando Willian em terceiro e Charlie em quarto.

 

 

André Silva também faz boa apresentação em Huntington Beach. Foto: ASP Morris / Covered Images.

“Eu me senti muito bem hoje”, diz Jadson. “As ondas de onde moro são como estas e fiquei muito relaxado. Eu já vim aqui muitas vezes e amo Huntington”, revela o potiguar.

 

Jadson também ficou impressionado com a performance do havaiano Torrey Meister, segundo colocado na bateria com 19.10 pontos.

 

“Eu acho que esta foi a melhor bateria da minha vida”, conta o brasileiro. “Estou muito feliz agora. Todos os garotos da minha bateria surfam muito bem. Apenas quero mostrar o meu melhor no restante da competição”, conclui o potiguar.

 

O havaiano também elogiou o brasileiro. “André (Jadson) está quebrando”, fala Meister.

 

“As ondas estão pegando fogo agora, esta é a melhor condição que já peguei aqui”, afirma o havaiano.

Charlie Brown está fora da prova. Foto: ASP Morris / Covered Images.

Além de Jadson, os brasileiros que fizeram bonito nesta terça foram o cearense André Silva, o paulista Wiggolly Dantas, o catarinense Alejo Muniz.

 

André e Alejo avançaram juntos ao terceiro round, com o catarinense totalizando 16.17 pontos e o cearense somando 14.63.

 

As baixas do dia foram Robson Santos, Willian Cardoso, Charlie Brown, Paulo Moura, Simão Romão, Odirlei Coutinho e Dunga Neto.

 

Cinco brazucas estão escalados entre os principais cabeças-de-chave – Pedro Henrique, Pablo Paulino, Yuri Sodré, Hizunomê Bettero e Jean da Silva.

 

US Open of Surfing 2008


Terceira fase

3 Pedro Henrique (Bra), Tim Boal (Fra), Sterling Spencer (EUA) e Teppei Tajima (Jap)
4 Austin Ware (EUA), Jean da Silva (Bra), Dusty Payne (Haw) e Tim Reyes (EUA)
10 Adam Melling (Aus), T.J. Barron (Haw), Cory Lopez (EUA) e Wiggolly Dantas (Bra)
13 Mick Campbell (Aus), Chris Waring (EUA), Alejo Muniz (Bra) e Ola Eleogram (Haw)
14 Kirk Flintoff (Aus), Michel Bourez (Tah), André Silva (Bra) e Kevin Sullivan (Haw)
15 Kekoa Bacalso (Haw), Gony Zubizarreta (Esp), Jadson André (Bra) e Sean Marceron (EUA)
17 Hizunomê Bettero (Bra), Joel Centeio (Haw), Kyle Ramey (Haw) e Kiron Jabour (Haw)
22 Pablo Paulino (Bra), Marlon Lipke (Ale), Romain Cloitre (Reu) e Jesse Merle-Jones (Haw)
23 Nic Muscfroft (Aus), Yuri Sodré (Bra), Federico Pilurzu (Cri) e Julian Wilson (Aus)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)