Depois de uma bela performance em Huntington Beach Califórnia (EUA), onde finalizou o evento em terceiro lugar e subiu para sexta posição no ranking do WQS, a catarinense Jacqueline Silva não teve a mesma sorte em Portugal.
Palco da sétima etapa do WQS, a ilha de Açores sedia o Billabong Women’s Azores Island Pro, iniciado na última segunda-feira. em Sao Miguel.
Jacque embarcou direto da Califórnia para o destino da próxima competição, porém suas malas (pranchas e roupas) não chegaram.
O mesmo aconteceu com mais sete ou oito atletas. Jacque foi ao evento e soube que no dia seguinte já entrava na água, pois havia previsão de ondas para os dois primeiros dias de competição e os organizadores começariam o evento.
“Depois de um belo resultado na Califórnia, não acreditei que isso estava acontecendo comigo, não ter meu equipamento em mãos”, lamenta angustiada Jacque.
Sem equipamentos, Jacque pediu emprestado uma prancha e uma roupa de borracha a uma atleta portuguesa.
Ela conseguiu avançar a primeira bateria em segundo lugar, vencida para havaiana Alana Blanchard. “Pedi uma prancha emprestada, a prancha não encaixava, estava muito ruim pegar boas ondas e executar manobras, mas ainda consegui passar para a próxima bateria”, desabafa Jacque.
Mas na bateria seguinte, válida pelo round 2, Jacque não conseguiu boas ondas. Somou 5.90 e foi derrotada pela francesa Joanne Defay (10.00) e a australiana Claire Bevilacqua (8.90).
“Que roubada competir sem minhas pranchas. Tentei treinar com outras pranchas emprestadas, testei umas três pranchas, peguei uma melhorzinha, mas as condições do mar estavam horríveis, a prancha não ajudava, acabei perdendo”, relata Jacque por e-mail à família.
As outras brasileiras na competição, Suelen Naraisa, Bruna Schmitz e Claudia Gonçalves, também foram derrotadas.
Claudinha também deve suas pranchas extraviadas. O próximo desafio de Jacque é o WQS na Espanha, que começa no dia 23 de agosto.