Itacaré na mira do capitalismo desenfreado

No último sábado foi realizado em Icataré, Bahia, um simpósio sobre Turismo Sustentável na cidade, aberto ao público.

 

Dentro da programação aconteceu uma mesa redonda para discutir assuntos relacionados ao meio ambiente, entre eles a construção de um empreendimento que pode acabar com a praia da Engenhoca, uma das mais belas da região.

 

A exemplo do que já ocorreu em outras praias de Itacaré e do Estado, um grupo estrangeiro irá investir R$ 80 milhões na construção do Warapuru, um mega resort que certamente transformará radicalmente as características da praia, além de impedir o acesso de moradores, turistas e surfistas ao local.

 

O assunto vem causando bastante polêmica entre os moradores de Itacaré, que além de estarem indignados por não poderem mais ir à Engenhoca, temem pela preservação do meio ambiente.

 

Porém, segundo o biólogo Fábio Coppola, o projeto será construído respeitando a Legislação Ambiental Brasileira e inserido nas diretrizes do Plano Gestor da APA Itacaré – Serra Grande.

 

Segundo Coppola, na ocasião estavam presentes representantes da Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, do Conselho Gestor da APA Itacaré – Serra Grande, do Instituto Floresta Viva, Instituto Tijuípe, Prefeitura Municipal, entre outros.

 

“De fato foi confirmado que todo projeto está de acordo com o Plano Gestor da APA, Legislação Ambiental Brasileira, e inclusive foi aprovado pelos órgãos ambientais competentes, como o CRA (Centro de Recursos Ambientais)”, explica o biólogo.

 

“Nos resta ficar atentos e participar periodicamente no andamento das obras, dando sugestões e cobrando dos órgãos ambientais a devida fiscalização e cumprimento rigoroso das leis ambientais brasileiras que, incluem entre outras atribuições, medidas compensatórias e geração de empregos para a comunidade local”, completa Coppola.

 

Nos próximos dias (provavelmente dia 19/6) será feita uma visita técnica ao local, com representantes do CRA, Conselho Gestor da APA, Associação de Surf de Itacaré, Instituto Floresta Viva, entre outros.

 

“Após esta visita vamos propor uma reunião, aberta a todos os interessados, para discutir o assunto e iremos criar uma agenda de visitas ao local, além de formar um grupo para acompanhar as obras e o cumprimento da legislação ambiental. Qualquer sugestão será bem vinda e contamos com a participação de todos”, conclui.

 

Para entrar em contato com o biólogo Fábio Coppola envie mensagem para [email protected] .

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