Investimento de longo prazo

Em agosto passado o guarujaense Adriano “Mineirinho” de Souza teve seu contrato com a gigante mundial Oakley estendido por mais seis anos em cima do prazo estipulado inicialmente – e não revelado pela marca.

 

No total, a empresa afirma que terá o jovem atleta em sua equipe por mais de uma década.

 

De acordo com Luis Henrique Sabóia, gerente de marketing da Oakley, os valores do contrato estão dentro dos parâmetros internacionais compatíveis ao nível de atletas como Mineirinho.

 

?Ele ainda recebeu um bônus por ter ingressado no WCT?, revela Sabóia.

 

Logo na estréia na elite mundial, na Austrália, Mineirinho chegou às semifinais e foi derrotado em um belo duelo contra o australiano Taj Burrow, que na sequência perdeu para um inspirado Kelly Slater na final.

 

Desde que entrou para a equipe Mineirinho se concentrou em evoluir e fez viagens para os mais variados tipos de ondas, incluindo Tahiti e Hawaii.

 

“Fizemos um trabalho totalmente dentro das metas e padrões para que ele esteja preparado para enfrentar as condições encontradas no WCT. A idéia é fazer com que ele se desenvolva naturalmente. A Oakley não só acredita como também investe nele”, afirma Sabóia.

 

Depois da abertura do WCT na Gold Coast Mineirinho embarcou para a Nova Caledônia e agora está nas ilhas Mentawai.

 

?Em seguida ele parte para Bell?s Beach e depois vai direto para o Tahiti, onde chega 20 dias antes de o evento começar?, diz o gerente.

 

As viagens não param e em seguida o atleta parte para Fiji, palco da quarta etapa do WCT. Depois da competição, ele tem duas semanas de descanso no Brasil e na seqüência voa para o México.

?Ele disputará apenas o WCT para que tenha uma meta. Correndo os dois circuitos, além de ser cansativo, ele fica com o foco muito aberto e não tem tempo nem para se desenvolver onde precisa e nem para descansar e ganhar energia para entrar com tudo nas etapas?, conclui Sabóia.

 

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