Esclarecimentos insistentes para leitores renitentes.

 

Artigo primeiro, parágrafo único.

Não, senhores. Não sou irmão, nem primo, do Habaiano lutador e bodyboarder Alberto Adler, colunista da mais amada do Salvelindo.
Nunca vi mais gordo.

 

Apenas uma vezinha recebi um imeio mui econômico comunicando-me sobre um texto publicado no mercado virtual, dizia assim: “Gostei. Vou usar no check list.” Ainda não percebi.

 

Quem se preocupa em determinar a data exata em que um conterrâneo vai vestir a coroa do Andy? O que aqui vos brinda não tem a menor intenção de acertar na mosca e, ainda, está pouco se lixando.

 

O que mudaria? Rigorosamente nada. Minto.

 

Depois de um campeão mundial brasileirinho da Silva, os olhos vermelhos de ganância dos mal-intencionados iriam inchar a ponto de explodir, e o osso, que anda duro de roer, eles jamais largariam.

 

Não resolveria um único problema, exceto aumentar a vendagem de meia dúzia de revistas durante um curtíssimo período. A horda que invade as praias durante os finais de semana, férias e feriados, continuaria a invadi-las.

 

Quando terminasse o verão as praias voltariam ao seu estado original: vazias. A quantidade de gente pegando onda aumenta vertiginosamente, a quantidade de surfistas despenca alucinadamente.

 

E como diferenciá-los? Olhe no espelho.

 

Listas

 

Alguns poucos desprivilegiados do lado direito do cérebro comentaram sobre a lista despretensiosa que fiz sobre os vídeos fundamentais de surfe.
Repararam a sutileza? Não aparece a palavra “melhores” em nenhum canto.

Quando indicamos, indica eu, indica tu, uma listinha para iniciar-se mais profundamente em algum assunto, é recomendado que comecemos pelo, me perdoem a objetividade, início.

 

No caso de uma bela discoteca, CDteca, dependendo do gênero, jogamos um Led Zeppelin, um Robert Johnson, um Damned, para justificar um Pearl Jam, um Beck ou um Pennywise.

 

Se o cara for muito afetadinho, podemos salpicar um Wagner para apadrinhar um Marylin Manson. São referências, que como bum-bum, cada um tem as suas.

 

Esse ano de 2003 parece destinado a coisas mesmo grandes para nosso gigante adormecido. O hexa do GT no Super Tour, ondas pesadas e perfeitas, mostra claramente que o esporte não precisa de apoio nem de paparicagens, o camarada vai lá e ganha sozinho, com garra e determinação.

 

Vamos parar com a choradeira.

Dado curioso: depois do Guilherme, brasileiro só aparece lá embaixo?
Já estivemos melhores, sempre bom atentar.

 

Fazer final no Hawaii não é moleza. Yuri (Sodré) conseguiu um feito que raramente é buscado pelos nossos amiguinhos que correm o WQS. É claro que Yuri tem a facilidade de poder viajar, o pai é funcionário de companhia aérea, mas o apetite por competir em ondas de verdade, como em Sunset, é pra lá de louvável.

 

Quando ouço, ou leio, feitos isolados como este, ou como a nota 10 que o Pigmeu conseguiu em Pipe no evento do ano passado, ignorado pela nossa imprensa como fato relevante, me encho de orgulho e esperança.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)