Furacão silencioso

Inquérito apura matança de golfinhos

Após dois meses de pressão sobre o Ibama do Amapá e a Polícia Federal, a Sea Shepherd Brasil obteve o nome do proprietário das embarcações responsáveis pelo massacre de golfinhos na costa de Macapá. A ONG internacional de proteção da vida marinha entrou hoje com um processo judicial contra o proprietário da embarcação responsável pelo massacre de 83 golfinhos no estado de Amapá.

?A Operação Furacão Silencioso é de grande importância para a organização, tendo em vista que a lei que protege os golfinhos em território brasileiro é a mesma que protege as baleias. Com essas informações a partir de agora será possível ingressar com o processo judicial que vai apurar os fatos e punir os responsáveis. Vamos empreender esforços para que o fato não se repita?, afirma Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico da Sea Shepherd Brasil.

O pedido de indenização contra o réu Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário da embarcação Graça de Deus IV que foi flagrada pelo Ibama em Julho deste ano matando golfinhos, é de R$ 332 mil.

?A Operação Furacão Silencioso faz muito sentido na nossa luta pela preservação da vida marinha tendo em vista que, apartir do momento em que os bems do criminoso ambiental são detidos pela justiça e uma indenização é cobrada, ele fica comprometido financeiramente de repetir o crime – precisamos falar a única linguagem que estes criminosos entendem,? completa Daniel Vairo, Presidente da ONG.

No dia 27 de Julho de 2007, a Sea Shepherd Brasil ingressou com uma ação civil pública contra o Ibama de Amapá com pedido liminar na Jusiça Federal do mesmo estado requisitando informações sobre o caso. A ONG procurava através do Ibama de Amapá informações das cenas documentadas pelo próprio Ibama e veiculadas em rede nacional pela TV Globo, onde mostram 83 golfinhos sendo submetidos à dor e sofrimento, tendo seus olhos e dentes arrancados por pescadores à luz do dia. O Ibama negou ter qualquer informação sobre o caso, mesmo tendo seus monitores abordo.

?O nome Furacão Silencioso dado à operação é uma homenagem ao silêncio do Ibama e à inércia da Justiça Federal que até hoje não apreciou o pedido liminar. O furacão é uma referência a nossa intenção em promover com esta ação judicial uma séria investigação sobre as empresas que estão se beneficiando com esses massacres?, diz Daniel Vairo, Presidente da Sea Shepherd Brasil.

 

A Sea Shepherd afirma que o problema da pesca predatória e ilegal e do massacre de golfinhos se estende por todo o litoral brasileiro de forma descontrolada, e que o caso dos golfinhos do Amapá não é um caso isolado. Golfinhos são capturados, mortos e vendidos ainda em alto mar por criminosos ambientais para fazerem de sua carne isca para a captura de tubarões. Tubarões são sacrificados por suas barbatanas que são vendidas ilegalmente ao mercado asiático para servir de sopa de barbatanas e para o mercado farmacêutico para a fabricação de pílulas de cartilhagem.  No Brasil, a crença de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, ?atrai dinheiro e mulher? e o uso dos dentes para a fabricação de colares, também são motivos do massacre destes animais.

 

O Instituto Sea Shepherd Brasil é uma ONG sem fims lucrativos que luta pela preservação da vida marinha em todo o país. Visite nosso site e colabore.

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