O surfista profissional Douglas Noronha fez a tão sonhada trip para a Indonésia no último mês de março, percorrendo as ilhas de Bali e Lombok.
Em Lombok, Noronha passou apenas três dias e surfou algumas das ondas mais famosas da ilha (Desert Point e Gerupuk).
“Na verdade, a ida para a ilha de Lombok foi para fugir do Nyepi. Ele marca o ano novo balinês (em 2015, 21 de março). E, ao contrário do nosso réveillon, Nyepi é conhecido como o dia do silêncio. As ruas ficam desertas, os canais de televisão e de rádio não funcionam, as luzes precisam ficar apagadas e não pode ter música. Nenhum avião pousa ou decola e os 600 voos diários são cancelados. Esse é um dia de reflexão, de fazer as pazes com a natureza humana, e não pode haver distração. Por 24 horas nada funciona, por causa disso muitas pessoas preferem ir para alguma outra ilha onde não tem Nyepi.”
“A previsão não era nada animadora, mesmo assim consegui surfar algumas ‘marolas’ na tão famosa onda de Desert Point, e pegar boas ondas em Gerupuk”, comenta Noronha.
Em Bali, onde o atleta permaneceu grande parte da trip, surfou diferentes ondas da ilha como Uluwatu, Bingin, Belangan, Pandawa, Green Bowl, Nikkos, Sanur, Nusa Dua, Serangan, Keramas entre outras.
“Março ainda é considerado baixa temporada em Bali, sendo que nessa estação os ventos vêm da direção oeste, prejudicando muitas vezes picos como Uluwatu, Bingin, Padang Padang, pelo forte vento maral. Esse mesmo vento bate terral no outro lado da ilha e faz funcionar muito bem picos como Sanur, Nusa Dua e Keramas”, disse.
“O povo é hospitaleiro, feliz, humilde e o turista é muito bem tratado. Lugar de extrema magia, beleza e exotismo, Bali é pura fantasia. Muitos templos, crenças e tradições fazem o dia-a-dia na ilha ser perfeito”, declarou.
“Uluwatu foi o lugar mais alucinante, constante e mais adrenalizante. Enfim, é um dos picos prediletos da galera em Bali. As ondas quebram o dia inteiro de diferentes formas, mudando de acordo com a maré. Apesar de Uluwatu ser o pico mais crowd da ilha, tem horas que não tem ninguém ou muito pouca gente fazendo um surf de verdade”, relatou Douglas Noronha.
Douglas Noronha ainda busca fechar com um patrocinador principal e atualmente conta com os apoios de Toads Surf Wear, Radix Boardshop, Maori Surf Adventure, Machete Surfboards e o suporte do CTF Nelson Junior e Espaço Garcia Pilates.






























