Celeiro baiano

Ilhéus, fábrica de campeões

Bruno Galini em ação na praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: Pedro Monteiro / Localshorts.com.br.

Considerada um dos principais celeiros do surf baiano, a cidade de Ilhéus não pára de revelar talentos.

 

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Depois de nomes como Jojó de Olivença, Wilson Nora, Jerônimo Bonfim, Flávio Costa e o big rider Yuri Soledade, a molecada chega junto e começa a ganhar o respeito de todos no cenário nacional.

 

Bruno Galini, 21, Rudá Carvalho, 19, e Franklin Serpa, 18, formam o famoso trio da Costa do Cacau. Comandado pelo experiente Gabriel Macedo, o trio possui um surf moderno e extremamente competitivo.

 

Todos possuem uma carreira amadora repleta de títulos. Vitórias no circuito brasileiro amador e títulos baianos em praticamente todas as categorias não faltam aos jovens ilheenses.

 

Rudá Carvalho costuma levantar a platéia com suas apresentações. Foto: Gabriel Macedo / XPro.

Em 2008, Galini inicia sua segunda temporada na divisão de elite do surf brasileiro. O baiano foi o atleta mais consistente do circuito nordestino profissional 2007.

 

Bruno garantiu a permanência no circuito nacional ao ficar em terceiro lugar em duas etapas (Alagoas e Bahia) e obter uma quinta posição no Ceará, descartando uma nona colocação conseguida em Pernambuco.

 

No circuito brasileiro 2007, Galini fez bonito nas duas primeiras etapas, disputadas em Garopaba (SC) e Saquarema (RJ), consecutivamente.

 

Em Itaúna, o baiano ganhou o respeito de todos os competidores e atraiu a atenção da mídia ao chegar às oitavas-de-final e faturar R$ 10 mil pela vitória na Expression Session.

 

Franklin Serpa bate forte durante o ISA Junior disputado em Maresias, São Sebastião (SP). Foto: Daniel Smorigo / CBS.

“Foi um ano legal pra mim, apesar de não ter finalizado o ranking entre os 28 primeiros do circuito brasileiro. É sempre difícil para o estreante, pois os tops caem lá na frente, mas no ano que vem será diferente; todos vão cair na primeira fase e ainda vai ter repescagem. Cometi alguns erros depois das duas primeiras etapas e acabei perdendo baterias em que tinha a maior nota. Acho que serviu de lição e não vou repetir os erros no próximo ano”, diz Bruno.

 

O atleta brilhou também nas provas do Sudeste e disputou finais em etapas dos circuitos capixaba e carioca. No ranking final da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj), Bruno ficou com a quarta posição.

 

Rudá ficou de fora da elite nacional por muito pouco. O atleta precisava vencer a última etapa do circuito nordestino e parou na semifinal, diante do cearense Edvan Silva.

 

“O vento atrapalhou bastante as últimas baterias e acabei esperando demais pelas ondas. Ainda reagi no final e precisava de pouco para virar, mas não deu”, fala Rudá, dono de um surf que sempre costuma levantar a platéia.

 

Quem também bateu na trave foi Franklin Serpa, único dos três que disputou o circuito nordestino desde a primeira fase. “Sei que era o meu primeiro ano no circuito, mas queria muito a classificação e fiquei triste por não ter conseguido. Mas o fato de ter virado top 16 vai me ajudar muito na próxima temporada”, diz Serpa, que deu um verdadeiro show na etapa alagoana e despachou o campeão brasileiro Tânio Barreto em disputa emocionante na semifinal, antes de perder para o cearense Messias Félix na decisão.

 

Satisfeito com o desempenho do trio, o técnico Gabriel Macedo traça as metas para este ano. “Tivemos um ano com muitas competições, muito desgastante, mas proveitoso. Em seu primeiro ano, Franklin mostrou que veio para ficar; Rudá tem tudo para entrar na elite brasileira por qualquer circuito; Bruno vai dar prioridade ao circuito brasileiro e, de quebra, ainda tentaremos bons resultados na perna brasileira do WQS”, diz Gabriel, que também é treinador do cearense Messias Félix, campeão nordestino e da Seletiva Petrobras, e de várias promessas do surf baiano, como Marco Fernandez, atual campeão brasileiro mirim.

Fonte: Surfbahia

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