O carioca Igor Morais está pronto para mais uma etapa do SuperSurf. Ele começou o ano se adaptando às regras do jogo e agora faz uma avaliação do seu desempenho na elite brasileira em seu ano de estréia.
Confira entrevista com o novo top do circuito brasileiro profissional.
Em sua avaliação, como está sendo seu primeiro ano no SuperSurf?
Comecei muito mal, mas estou me adaptando a cada etapa e só tende a melhorar. As próximas etapas prometem.
Você teve dificuldades em se adaptar ao novo sistema de competição do SuperSurf, com baterias homem-a-homem e repescagem?
Nas duas primeiras etapas, senti um pouco, sim, até porque até então nunca havia competido em baterias homem-a-homem. Senti-me livre demais na água com apenas um adversário e um tempo maior de 25 min e isso acabou me prejudicando um pouco. É um jogo completamente diferente e não adianta apenas surfar bem, tem que saber ?jogar? com a regra, prioridade e uma boa estratégia.
Como você tem trabalhado seus equipamentos?
Tenho feito muitas pranchas com Leo Tavares, meu shaper e parceiro de surf. Temos testado coisas novas, quilhas, materiais de laminação, curvas, fundos… E o resultado tem sido muito positivo. O melhor disso tudo é que a gente pode trocar essas informações e observar os resultados na água mesmo.
Você perdeu na primeira bateria nas duas primeiras etapas. Já na última, em Maresias, seu desempenho foi melhor. Você acha que está entrando no ritmo ou você mudou alguma coisa em termos de estratégia e preparação?
Na verdade, estava entrando na bateria com um peso desnecessário, me botando muita pressão e o surf não estava fluindo. Na terceira etapa percebi que o caminho era entrar mais relaxado, sem pressão, e acabou dando certo.
##
Quais são seus próximos desafios?
Este ano é ficar entre os 24 que se classificam pelo SuperSurf, correr as etapas do WQS no Brasil e disputar o titulo estadual.
Tem alguma surf trip planejada?
Por enquanto, de planejado nada. Está tendo um campeonato atrás do outro, mas assim que tiver um tempo livre quero muito ir ao México e voltar ao Peru ainda este ano!
Como você está em termos de patrocínio?
Estou sem patrocinador principal, mas conto com os co-patrocínios da Domino´s Pizza, do Califórnia Coffee e do shaper Leo Tavares, que me dão um grande suporte!
Você subiu da 33a posição para a 28a. Os 24 primeiros se classificam pelo ranking do SuperSurf. Essa é a sua meta principal para este ano, se manter pelo ranking da elite sem precisar dos rankings regionais?
É, pra este ano essa é a meta principal, mas quero muito ter um bom desempenho nas etapas do WQS pelo Brasil também. Com a minha vaga garantida pelo SuperSurf 2009, fico mais relaxado para correr as etapas do Brasil Tour, regionais e estaduais.
Este ano, o circuito profissional do Rio de Janeiro conta com mais três etapas. Quais são suas expectativas para esse circuito?
Acabei perdendo uma etapa do circuito por estar competindo no WQS de Fernando de Noronha. Fiquei amarradão quando vi que essas três etapas estavam realmente confirmadas. O circuito carioca é um circuito forte, com disputas acirradas, que sempre revelou grandes nomes e competir em casa tem sempre um gostinho especial. Espero já conseguir um bom resultado logo na primeira etapa .



