Garoto promissor

Ian Gentil aposta no futuro

Ian Gentil tem surf de gente grande e um futuro enorme pela frente. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Depois que John John Florence completou 14 anos e oficialmente deixou de ser um grommet, a mídia americana está a procura do novo super grom.

 

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Entre os principais nomes da lista está Ian Gentil. Com apenas 11 de idade, Ian se classificou ao campeonato nacional em Trestles, Califórnia (EUA), e conseguiu a excelente segunda colocação na categoria Mini Grom.

Nascido na Flórida, mas criado em Maui, Ian Gentil é filho do empresário cearense João Gentil. Tem um surf de gente grande e um futuro enorme pela frente.

Nesta entrevista exclusiva, vocês conhecem um pouco mais o pequeno surfista.

Ian é filho de cearense e nasceu na Flórida (EUA). Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Quando você começou a competir e quais os circuitos que geralmente participa?

Comecei a competir em 2005, quando tinha 9 anos de idade. Meu primeiro campeonato foi o Ian Walsh Menehunes, em Hookipa. Foi muito legal, pois consegui ir para a final e fiquei em segundo lugar. Hoje em dia participo de alguns circutos diferentes como o da HASA (Hawaii Amateur Surfing Association), NSSA (National Scholastic Surfing Association) e o Rip Curl Grom Search.

Você gosta de competir ou prefere o free surf?

Eu gosto dos dois. Quando estou competindo, a depender do nível do evento, fico bem concentrado, pois gosto de vencer as baterias e ir para as finais dos campeonatos. No free surf, tento melhorar o nível do meu surf e me divertir.

Como é o seu dia-a-dia? Você faz algum tipo de treinamento especial?

Geralmente surfo bem cedinho, de 6 às 7h30, antes da aula. Depois disso, vou para a escola. Por volta das 4 horas da tarde surfo novamente, geralmente acompanhado do Yuri Soledade, que é o meu técnico. Ele fica me filmando e observando o meu surf, para depois me falar o que devo fazer para aperfeiçoar meu desempenho. Uma vez por semana, faço tipo uma malhação com o Scott Sanches, um personal trainer que treina vários atletas aqui de Maui, inclusive o Laird Hamilton. Nós trabalhamos muito com alongamento, mas o principal é fortalecer o abdômen.

 

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Ian e o técnico Yuri Soledade em Mentawaii, Indonésia. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Qual a categoria que você compete e quem são os seus principais adversários nas baterias?

Este ano surfei na Mini Grom, categoria para atletas de até 10 anos de idade, mas agora estarei surfando na Open Boys, que é Sub-12. Meus principais adversários este ano foram Benji Brand, que mora em Oahu, mas é da África do Sul, e Imaikalani Devault, um dos melhores surfistas da minha idade aqui em Maui.

Até o momento, quais os seus melhores resultados?

Na minha categoria eu tenho conseguido ir até as finais em quase todos os campeonatos que venho participando, mas o meu melhor resultado foi o último campeonato que participei, o Nationals, onde apenas os melhores garotos de cada estado podem participar.

 

Garoto mostra surf inovador. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Foi em Trestles e fiquei em segundo lugar na Mini Grom, mas muitas pessoas falaram que eu havia ganhado. Uma pena, pois queria muito ter sido campeao nacional americano.

Como conseguiu entrar para o time da O’Neill?

O Maika Nickens, que é meu patrocinador da Dakine aqui no Hawaii, deu um toque aos caras da O’Neill há um tempo atrás. Agora, durante o campeonato em Trestles, o Chris Gallagher, que é o team manager da O’Neill, gostou da minha performance e entrou em contato com o meu pai. Eles fecharam o patrocínio.

Quais os planos para o futuro?

Vou continuar correndo os campeonatos da NSSA e, no futuro, correr alguns campeonatos do WQS. Agora vou estar competindo numa categoria mais difícil, mas vou tentar continuar indo às finais dos campeonatos que participar. Quero tentar evoluir o meu surf e, para isto, quero surfar muitas ondas perfeitas, quem sabe um dia entrar no WCT.

O que pode falar aos garotos da sua idade que gostariam de um dia surfar no Hawaii?

Talvez Maui não seja o lugar ideal, pois o vento aqui é meio forte e não temos ondas todos os dias. Eu falaria para eles irem a Oahu, pois lá tem muito mais opções para o surf.

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