
Meu objetivo dessa vez era o famoso Beach Break de Hossegor, mas para chegar lá tive que enfrentar algumas escalas no vôo de ida, onde fiz uma escala Washington – Nova York ? Washington em um só dia, embarcando direto para Paris, mais precisamente em Anglet onde pegaria um trem e finalmente chegaria em Hossegor junto ao meu parceiro de viagem e Diretor Luis Passos.
Mas depois de tudo a recompensa, ondas fortes e tubulares, típicas de um dos Beach Breaks mais “cascudos” do planeta fizeram a cabeça dos surfistas, videomakers e fotografos presentes.

A correnteza forte dificultava bastante o posicionamento certo para filmagem do melhor ângulo, ainda existem alguns outros itens que dificultam ainda mais o trabalho do cinegrafista aquático, como o cuidado com equipamento e a cobrança de realizar boas imagens.
Com toda essa pressão na hora da filmagem ainda me sinto uma pessoa privilegiada, ficar de perto daquele show de surf, realmente é uma sensação muito boa.
O meu objetivo nas filmagens é trazer para os telespectadores essa sensação indescritível dos 44 melhores surfistas do mundo em seus momentos de maior concentração e harmonia com as ondas.
Nas areias, claro, o show continua, com muito “Top Less” e visuais alucinantes com castelos indescritíveis de fundo.
Uma curiosidade que vi aqui na Europa foi o comércio, não existe nada 24 horas por aqui e tudo costuma fechar ao meio dia, voltando a funcionar só no final de tarde, é realmente muito diferente.
Com o Euro em alta a vida para eles aqui é um luxo, carros e casas com visuais impressionantes. Fora isso, a educação aqui é um fator que influencia bastante, todos com muita educação nas ruas como pedestres e no trânsito, principalmente em relação as pessoas de mais idade.
Em conversa com Adriano Mineirinho durante o evento achei que ele estava muito á vontade, o surf dele esta evoluindo a cada dia. Durante uma rápida conversa vi que estava filmando algumas baterias de alguns de seus ídolos e achei isso bem legal, mostrando que o interesse dele em evoluir é ainda maior.
As ondas aqui funcionam da seguinte forma, de manhã a maré seca deixa as ondas quebrando a uns 100 metros da praia, forçando uma forte natação, já a tarde a maré cheia faz com que elas quebrem a 10 metros formando um quebra coco ?animal?, apenas na saída tenho mais facilidade, já que sou expulso da água com facilidade.
Na Expression Session filmei o tubo do campeão Toby Martin bem de perto, estava na maré cheia mas dei sorte de estar bem posicionado, já no Free Surf fui amassado pelas ondas, entrando um vento em seguida e deixando o mar sem condições.
O evento não é nosso foco principal aqui, pois a idéia seria a captação de imagens que serão usadas em nosso filme que em breve estará sendo lançado, com imagens do Hawaii, África do Sul, Peru e Europa.
Até lá!
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