Business e lazer

Hora extra em Lobitos

 

Trabalhar com surf é algo que sempre fez parte da minha vida, seja nos tempos de faculdade, no tema do TCC ou depois de ingressar nesse dinâmico mercado que é o surfwear.

 

Hoje sou cercado por todos os lados pelo surf, seja com fotos, vídeos, assessoria de imprensa, atletas, realização de campeonatos, contratação de novos integrantes da equipe Rip Curl ou pelo planejamento de todos os tipos e planilhas orçamentárias.

 

Aquela vontade de buscar boas ondas com os amigos aumenta a medida em que aparecem novos vídeos e títulos do Gabriel Medina ou viagens incríveis do Bruno Santos para os lugares mais incríveis do mundo.

 

Foi assim que começou mais uma surf trip. Monitorar as ondulações hoje está mais fácil do que nunca e todos sabem disso. Em meio a toda a correria do trabalho o mais sensato era escolher um lugar próximo para economizar tempo e dinheiro, sem deixar de sentir aquele frio na barriga ao ouvir, “portas em automático” quando o avião está prestes a decolar.

 

Eu e meu amigo Alexandre Mateo partimos rumo ao Norte do Peru, mais precisamente para Lobitos, onde eu já estive duas vezes. Surf, kitesurf, sol, boa comida, ceviche e algumas boas geladas depois das sessions, era tudo o que eu procurava naquele momento. Dez dias longe da correria do dia-a-dia já serviram para recarregar as energias.

 

Depois de um dia inteiro de viagem até o Hotel Lobitos, foi surf, muito surf e algumas sessions de kitesurf quando o corpo aguentava. A noite dorflex, risadas, comentários sobre as ondas do dia e programação para as próximas quedas em Baterias, Kandui, El Hueco, Lobitos, Los Moles ou Piscinas. 

 

O lugar é um parque de diversões para os surfistas do mundo inteiro. O mais difícil é decidir onde surfar a melhor onda na hora certa. Com a ajuda dos locais, quase sempre o tiro era certeiro e resultava em tubos, rasgasdas, floaters e batidas. 

 

No retorno a São Paulo, a certeza de termos encontrado o que fomos procurar e já pensando qual será o próximo destino, afinal a busca nunca termina. Keep Searching.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.