Homero segue na odisséia do shape

Homero Naldinho, lendário shaper de Santos expõe um protótipo de prancha sem quilha na feira.

 

Carioca de nascimento e santista circunstancial, Homero é um dos shapers mais criativos da história do surfe brasileiro. Ele foi o primeiro a produzir pranchas em série no estado de São Paulo, as chamadas “caixas-de-fósforo”, uma espécie de réplica das antigas pranchas ocas desenvolvidas pelo legend Tom Blake.

 

Homero começou a shapear, por acaso, em 1958, aos 14 anos. Depois de ver uma prancha numa garagem, ele, que nem sabia o que era surfe, desconfiou que “aquilo” seria bom para brincar na água.

 

A partir de 1965 ele começou a produzir em série as pranchas e, em 1969 passou a assinar os shapes, as famosas Homero, já com bloco e laminadas. Nesta época, ele introduziu a técnica do “hot colt”, que significa banho parafinado, a partir de uma pesquisa feita com engenheiros químicos para acelerar o processo de fabricação, pois antes a prancha demorava para secar e ser lixada.

 

Nesta feira, ele apresenta modelo sem quilha. Ela ainda não foi testada. Porém, ele afirma que o importante é “criar”.

 

Homero ficou anos afastado do surfe, trabalhando no setor náutico. Ele voltou a surfar depois de participar de um campeonato Legends, quando sentiu o calor da tribo. Hoje, ele só investe em projetos de vanguarda, protótipos como a prancha sem quilha, shapes de alumínio com fibra de carbono e outros designs exclusivos.

 

 

 

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