Uma das práticas que vem surtindo efeito na formação de novos talentos é o intercâmbio em países e ondas diferentes.

 

 

Foi com esse objetivo que o lendário surfista Magoo de la Rosa trouxe para o Brasil duas promessas do Peru, os pequenos Carlo Mario Zapata, 11, e Tommy Ucnan, 13 anos.

 

Depois de curtir ao vivo a etapa brasileira do WCT, realizada no começo de novembro em Santa Catarina, o trio peruano seguiu para o Guarujá, litoral paulista, onde os jovens atletas disputaram a etapa final do circuito Paulista Junior e Mirim.

 

Na seqüência o chefe de equipe da Billabong no Peru levou os pupilos para a Billabong Boarding House, em Camburi, litoral norte de São Paulo, onde começou um importante intercâmbio com os atletas brasileiros da marca, aproveitando a infra-estrutura que a casa oferece para trocar informações, técnicas e realizar treinamentos em conjunto.

 

?Esse tipo de intercâmbio, treinando, competindo com atletas do Brasil e de outros países e surfando ondas de diferentes níveis e formações, é muito importante para a evolução dos jovens surfistas?, analisa o profissional peruano.

 

A meta deles agora é treinar junto com a equipe brasileira para o Billabong Surf Rat Challenge, competição que acontece no próximo dia 27 de novembro na Billabong Boarding House, em Camburi, nas categorias Sub-14 e Sub-16.
 
Para o santista Zé Paulo, chefe de equipe da Billabong Brasil, é um prazer ter a oportunidade de receber colegas de equipe de diferentes partes do mundo. ?Este é um projeto em que todos saem ganhando e evoluem?, comenta.

 

?Da mesma forma que eles podem vir para cá, treinar e competir em nossos beach-breaks, nós também podemos ir ao Peru treinar em ondas de point-break, pesadas, com linha, coisa que não temos aqui. Quem ganha com isso é o surf da América do Sul, que aos poucos vem conquistando espaço no cenário mundial?, conclui Zé Paulo.

 

O brasileiro lembra que Magoo treinou a peruana Sophia Mulanovich no início da carreira dela, que hoje é a atual campeã do WCT e briga pelo bicampeonato mundial. A entrada no WCT 2006 da cearense Silvana Lima e do carioca Pedro Henrique, ambos da equipe Billabong, pode ser um indício que o Brasil segue o mesmo caminho.

 

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Perfil
 
Tommy Ucnan
13 anos
Local de Huanchaco, norte de Peru

 

Começou a descer as primeiras ondas aos seis anos nos famosos Caballitos de Totora. A família de Tommy possui tradição milenar. O avô dele até hoje fabrica os Caballitos e mantém a viva tradição. O pai é salva-vidas na praia de Huanchaco.

 

Aos nove anos Tommy começou a surfar com pranchas de fibra. Em 2000 começou a competir, ficando em segundo lugar no primeiro campeonato interescolas, na categoria sub-12.

 

Tommy está no Brasil graças a uma promoção feita em um famoso programa de TV peruano, chamado ?Vale a pena sonhar?. Em clima de surpresa, ele foi premiado com uma viagem ao Brasil, acompanhado por Magoo. Competir fora do país era o sonho de Tommy.

 

Carlos Mario Zapata
11 anos
Local de Lima, capital do Peru

 

Começou a surfar com o pai aos quatro anos. Aos seis anos ingressou na escola de surf de Magoo de La Rosa, depois de um tempo na escola de Olas Peru. Começou a competir aos oito anos. Com 10 foi o campeão nacional da categoria sub-13.

 

No ano passado veio ao Brasil e ficou em segundo lugar no Paulista Junior e Mirim, em Juqueí, na categoria Petit. Este ano ele foi para a Austrália competir com os melhores atletas da categoria sub-12, no Gromm Fest de Lennox Head. Chegou até a semifinal, finalizando na quinta colocação. O pequeno atleta já viajou para Austrália, Hawaii, Califórnia e Brasil. Seu objetivo é começar a carreira profissional nos eventos da ISA, depois Pro teen, WQS e finalmente ingressar no WCT.
 

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