Hawaii tarda mas não falha

Vale o ditado: Hawaii tarda mas não falha. Na última sexta-feira, um perfeito swell de Norte acabou com o jejum de ondas ”realmente havaianas” de praticamente um mês.

 

As ondas atingiram os 15 pés + (5 metros)  no final de tarde nos melhores picos do North Shore. Para o tow-in estava perfeito. Eu, Burle, Eraldo, Edison, Haroldo, Pacelli, Cantoni e Formiga surfamos Marijuanas (outside perto de Waimea) de sonho por cerca de quatro horas sobre a mira da câmera do filmaker Kleber Pires.

Aquela onda parece um Jeffrey’s Bay, mas com paredes de no mínimo o dobro do tamanho. Testamos diversas pranchas na session e ficou comprovado a eficácia das pranchas 6′ nas volumosas paredes.

 

A velocidade que as pranchas atingiam proporcionavam manobras em alta velocidade com os ”skates”.

Perdi minha 6’0 na terceira onda da vida depois de ter surfado duas ondas alucinantes, com aquela performance que só uma prancha mágica proporciona. A prancha pintada de azul e branco dificultou a busca no meio dos espumeiros. Prejuízo.

Mas a session não terminou por aí, afinal, eu tinha levado minha 6’5, fora as outras pranchas da galera.

Burle pegou um tubo animal e eu vi de camarote por cima do lip sentado no jet-ski. Maior visual!

Pacelli, Formiga, Cantoni, Haroldo, Eraldo e Edison também se divertiram forte. Ken Bradshaw e mais cerca de três duplas dividiram o outside.

 

Pacelli ainda bateu forte uma de suas costelas na base da onda e ficou praticamente sem ar por alguns minutos. Na hora que fui resgatá-lo na espuma e vi sua cara pálida, a primeira sensação foi a de que algo grave havia acontecido, mas ainda bem que foi só o susto.

 

No final de tarde… na volta, Sunset mostrava os dentes com séries de 10 a 12 lindas. O jovem local Joel Centeio garantiu a vaga para o evento principal do WCT que começou hoje.

Hoje (sábado), passei por Sunset no meio de uma turbulenta chuva que acaba de alagar Maui e meu carro também. Quando estacionei, Kelly Slater estava ao nosso lado comemorando a vitória em sua bateria, enquanto Andy Irons na água arrepiava mais uma onda, para delírio do locutor.

A disputa está digna de um título mundial. O legend Kelly Slater contra o ídolo local Andy Irons.

A previsão é de entrada de mais um bom swell no começo da semana… Agora parece que não pára…

Aguardem em breve mais informações.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.