Hawaii recheado de emoção

Oi!
 
Completei 15 dias de Hawaii! Já surfei, tomei vaca, me cortei, peguei ondas incríveis e não quero voltar para o Brasil tão cedo.

Aqui é irado.

 

Todos os atletas precisam vir para cá e ficar o máximo de tempo possível. Só assim para evoluir de verdade. Tem crowd sim, mas também rolam ondas incríveis.

 

 

Desta vez me arrependi de não ouvir o Tusca e só trouxe pranchas pequenas. Agora, vou ver se o Jihad empresta as dele. A minha maior é uma

6’2 que uso diariamente.

 

Esta é a minha terceira temporada e, por enquanto, estou praticamente sozinha. Por isso, aproveito para me jogar.

 

Surfei Sunset pela primeira vez e amei. Peguei altas. A onda é tudo o que falavam. Quebra lá trás e vem com um tamanho que dá medo.

 

Fui surfar em Pipeline também. Mas, lá só dá para pegar uma ou duas por queda. O crowd é muito chato, tem que pegar senha para surfar.

 

Por isso surfo mais em Rocky Point. Foi lá que peguei as melhores e onde tomei a pior vaca da minha vida. Fui direto para o hospital.

 

Depois de surfar altas, caí no drop e tomei várias séries na cabeça até que começou a faltar ar e engoli água. Muita água. Nunca tinha engolido tanta água na vida. Não sei como saí do mar. Até fiquei na dúvida se chorava ou ria.

 

Outro dia voltei lá e surfei muito. Fiz várias fotos. Mas, dei outro mole, levei uma vaca muito feia e cortei as mãos nos corais. Sangrou muito. Um fotógrafo japonês viu meu perrengue e me levou direto para tomar alguns pontos no hospital.

 

Foi na boa, pois tenho seguro internacional e não paguei nada. Só minha mãe que se assustou, pois a enfermeira ligou para minha casa às três horas da madrugada pedindo autorização para dar os pontos. Meu pai falou que ela achou que eu havia me quebrado toda!

 

Também aproveitei o dia de liquidações que rola anualmente nos Estados Unidos para comprar meu laptop e presentes de Natal para os meus irmãos. Mas, eles só vão receber quando eu voltar em janeiro.

 

beijos

 

Bruna

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)