Hang Loose Pro começa na Cacimba do Padre

Nesta terça-feira prosseguiu o Hang Loose Pro Costest, evento válido pelo circuito mundial WQS, na Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha.

 

A prova começou com ondas em torno de 1,5 metros, que foram aumentando no decorrer do dia, chegando aos 2,5 metros à tarde. O forte vento e chuva que entraram por volta do meio dia forçaram o primeiro adiamento da competição.

 

Depois, a prova foi reiniciada com mais duas baterias, sendo interrompida na seqüência porque as ondas estavam fechando muito. Por volta das 15:30 horas os atletas voltaram para água para dar seqüência às disputas, que rolaram até a nona bateria do segundo round. 

 

Os destaques do dia foram os atletas nordestinos, mais habituados às ondas do arquipélago, como os pernambucanos Olavo Aguiar e Rodrigo Trajano, além dos potiguares Júnior Rocha e Aldemir Calunga.

 

“Aqui foi o lugar que me deu toda a base que tenho em meu surf. Quando você está sendo julgado, fica difícil ter uma estratégia num mar nessas condições. Você não sabe se a sorte vai estar ao seu lado e a onda boa virá para você. Todos os dias tem uma onda premiada e tem que torcer para pegá-la”, disse Calunga.

 

Há quatro anos Calunga não disputa campeonatos em Noronha. “Quando chego aqui parece que volto a ser criança. Estou com quase 30 anos, mas em Noronha me sinto com 15”, explica. Ele está garantido no terceiro round da prova e marcou a segunda maior média do dia, 13.33.

 

O catarinense Flávio “Teco” Padaratz surpreendeu ao cair na água na terceira bateria do primeiro round e também já está classificado para a terceira rodada. Ele poderia ser um dos cabeças-de-chave – que estréiam na quarta fase -, mas não se inscreveu 30 dias antes do início do evento.

 

Assim, teve que entrar na primeira rodada das triagens, situação que não vivia desde 1999, quando faturou seu segundo título de campeão do WQS, repetindo o feito de 1992, na primeira edição da divisão de acesso do Circuito Mundial.

 

A polêmica ocorreu na sexta bateria do segundo round. O paulista Renato Galvão assumiu a ponta, enquanto o local Caia de Souza e o atleta norte-americano Andrew Gesler travaram um duelo à parte pela segunda colocação.

“Observei bastante o Eric Miyakawa na bateria anterior e vi o pico onde ele pegou uma boa onda. Não consegui encontrar essa onda boa e acabei passando com duas ondas relativamente fracas. Meus adversários estavam embolados e eu procurei ficar na minha e não me envolver”, conta Renato Galvão, vencedor da bateria com 8.25 pontos de média.

Com a liderança assegurada por Galvão, Caia e Gesler duelaram acirradamente. Com isso, o caminho ficou livre para Josil Mandacaru, que precisava de pouco mais de um ponto para virar o resultado, pular para o segundo lugar e seguir adiante no evento. Mandacaru pegou uma onda e não vacilou, garantindo a permanência na prova.

 

Caia acabou cometendo interferência em Gesler e saiu da água indignado, seguindo direto em direção ao palanque para tirar satisfação com os juízes. O local chegou a subir no palanque, mas logo em seguida foi contido pelos seguranças. Para completar, o atleta norte-americano saiu da água dizendo que Caia havia torcido seu tornozelo em um dos momentos da disputa.

 

“O Caia é um cara tranqüilo, mas estava de cabeça quente e se alterou. Ele não ficará impune e será penalizado. Quanto à reclamação do Gesler, os juízes, mesmo observando com o binóculo, não viram a agressão”, diz Roberto Perdigão, diretor-regional da ASP South America.

O Hang Loose Pro Contest distribui US$ 75 mil e 1,5 mil pontos no ranking. A prova tem até o dia 8 para ser encerrada. Aguarde mais notícias em nossas próximas atualizações.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.