
Então galera, é o seguinte: chegou a minha vez de falar. Comecei a pegar onda porque não tinha nada melhor pra fazer na época, para mim era apenas um exercício, um hobbie, mas acabou virando uma paixão.
Isso foi há uns 10 anos. Hoje, estou aqui em Santa Catarina, pegando umas ondinhas e contribuindo com o que posso para que a imagem do bodyboard cresça e apareça. Infelizmente não posso fazer muita coisa porque preciso trabalhar, mas estou sempre antenado em tudo que rola no esporte.
Uma outra paixão minha é a música. Amo tocar. Tocar para um grande público é comparável a dropar uma morranca de 10 pés. A adrenalina sobe mesmo. Lembro-me de um fato curioso. Um tempo atrás, fui tocar em Itajaí, SC. E pelo fato do público não ter comparecido em peso, decidi colocar uma teoria em prática para ver no que daria.
A teoria chama-se “Jimmy Hendrix Theory”. Para quem não sabe, Jimmy – grande guitarrista dos anos 70 – constumava tocar com um lenço amarrado na cabeça, e neste lenço havia alguns papelotes de LSD. Dá para

entender porque o Jimmy sempre estava quebrando guitarras e apavorando em cima do palco.
Enfim, tomei uma “bala”, conhecida como “Paus vermelha”. Nunca tinha tomado essas porcarias e vi de perto o que é estar loucão. É fato que nunca mais apliquei tal teoria. De tão louco que fiquei, pedi pra tocar uma música umas 25 vezes. Acontece que nós já a havíamos tocado para abrir o show. De tanto eu pentelhar, o pessoal da banda decidiu tocar.
Fiquei tão emocionado que não consegui tocar porra nenhuma, descendo do palco no meio do show, indignado. Vai entender… São fatos da vida, mas depois que o efeito passou, entrei na maior deprê e quase me expulsaram da banda. O bom é que já passou e não recomendo que tomem essas “balas”, afeta o desempenho bodyboardístico.
Quem assistiu o filme ?Experiência Quê!?, pôde conferir uma música de uma banda da qual já fiz parte. Na session do Luis Eduardo, a música que rola é da minha ex-banda.

Atualmente estou trabalhando em um projeto novo e em breve lançaremos um CD.
Quem quiser conferir pode esperar pelo filme Nova Era ou visitar o site www.jornaltribuna.com.br/gastrol e baixar uma prévia de uma de nossas músicas que disponibilizamos para download.
Mas vamos falar de bodyboard, o assunto que mais gosto de conversar e discutir. Tenho acompanhado o esporte em nível nacional e internacional. Acho que o bodyboard brasileiro nacional é o melhor do mundo disparado. Melhor que Austrália e companhia pelo fato de não termos a qualidade e constância de ondas que eles têm.
Somos vencedores só pelo fato de termos representantes no Super Tour. Para os brasileiros tudo é mais difícil, desde treinar até conseguir apoio para competir. Torço para todos os brasileiros que estão no Super Tour e espero que o Brasil continue na hegemonia do esporte.
Torço para um camarada em particular, o Luis Gustavo Villar. O cara tá quebrando,

podem apostar suas fichas que ele com certeza não irá decepcionar. Eu e o Jaca – Luis Villar -moramos juntos e já passamos por diversas situações inusitadas.
Sempre estamos no mar quando cresce, só vemos bodyboarders na água. Uma coisa é fato, somos em menor número. Mas se entra uma série com cinco ondas, três delas serão dropadas por bodyboarders e as outras duas vão embora sozinhas.
Às vezes entra algum atleta profissional de surf e manda ver, mas é muito difícil. É isso aí, agradeço ao espaço que o Waves Bodyboard disponibiliza para os bodyboarders, para falar um pouco sobre suas experiências e histórias que rolam na nossa família.