Verão em Floripa

Guga Arruda manda bala

Ter boas ondas na virada e no início do ano já é tradição aqui em Floripa. Este ano, especialmente, entramos com ondas pequenas, mas ainda em janeiro chegaram as ondulações de sudeste com água clara e quente. Começaram a entrar as ondas e, somadas aos ventos de quadrante oeste pela manhã, tivemos alguns tubos neste verão.

A água esteve mais quente do que de costume. Em alguns dias cheguei a cair no pelo, sem roupa de borracha, coisa rara por aqui. O problema foi lidar com uma grande quantidade de águas-vivas que foram estímulo ao uso de roupa de borracha, mesmo em dias de água com boa temperatura. Cair no pêlo foi um grande risco que muitos assumiram e sentiram na pele a consequência. Eu mesmo me queimei várias vezes e uma garrafa de vinagre já ficava no carro sempre a mão para remédio.

Além disso, como sempre, muito trânsito e turistas de toda a parte. O que me chamou a atenção foi a quantidade de europeus. Parece que as coisas melhoraram por lá.

Mas o bom de Floripa mesmo é o lifestyle da galera, natureza, surf e skate, principalmente no Rio Tavares, onde tenho a oportunidade de surfar alguns tubos nos dias grandes no meio da Joaca e andar de skate na Hi Adventure com a galera do RTMF, incluindo o pentacampeão mundial de bowl Pedro Barros, Vi Kaquinho, entre outros. Floripa, e especialmente o Rio Tavares, une o surf e o skate. Os skatistas são fissurados no surf e os surfistas sabem dar seu rolé na pista também. 

As imagens são de Milene Arruda (surf) e Arthur Arruda (skate).

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)