Ter boas ondas na virada e no início do ano já é tradição aqui em Floripa. Este ano, especialmente, entramos com ondas pequenas, mas ainda em janeiro chegaram as ondulações de sudeste com água clara e quente. Começaram a entrar as ondas e, somadas aos ventos de quadrante oeste pela manhã, tivemos alguns tubos neste verão.
A água esteve mais quente do que de costume. Em alguns dias cheguei a cair no pelo, sem roupa de borracha, coisa rara por aqui. O problema foi lidar com uma grande quantidade de águas-vivas que foram estímulo ao uso de roupa de borracha, mesmo em dias de água com boa temperatura. Cair no pêlo foi um grande risco que muitos assumiram e sentiram na pele a consequência. Eu mesmo me queimei várias vezes e uma garrafa de vinagre já ficava no carro sempre a mão para remédio.
Além disso, como sempre, muito trânsito e turistas de toda a parte. O que me chamou a atenção foi a quantidade de europeus. Parece que as coisas melhoraram por lá.
Mas o bom de Floripa mesmo é o lifestyle da galera, natureza, surf e skate, principalmente no Rio Tavares, onde tenho a oportunidade de surfar alguns tubos nos dias grandes no meio da Joaca e andar de skate na Hi Adventure com a galera do RTMF, incluindo o pentacampeão mundial de bowl Pedro Barros, Vi Kaquinho, entre outros. Floripa, e especialmente o Rio Tavares, une o surf e o skate. Os skatistas são fissurados no surf e os surfistas sabem dar seu rolé na pista também.
As imagens são de Milene Arruda (surf) e Arthur Arruda (skate).