Mais um dia de ondas clássicas em Sunset Beach, Havaí, palco do Vans World Cup, segunda etapa da Tríplice Coroa Havaiana e o último QS do ano – o que garantiu disputas emocionantes.
O domingo amanheceu com ondas de até 3 metros e algumas séries maiores, onde os Tops e apirantes a elite gastaram as bordas, em sua maioria, visando o CT 2017 – permanência um possível entrada.
Jadson Andre foi o melhor e mais regular entre os brasileiros. Buscando se manter no Tour, o potiguar lutou como um verdadeiro guerreiro em todos os seus confrontos. Ainda no round 4, se classificou em segundo (10.36), na bateria vencida por Slater (11.57). Em seguida, novamente em segundo, agora atrás do sul-africano Jordy Smith, que já começava a brilhar dentro da água.
Já nas semis, foi eliminado juntamente com Kelly Slater, mas, apesar da derrota, Jadson caiu de pé, se garantindo mais um ano entre os Tops da World Surf League.
Atuação de campeão – Jordy Smith realmente brilhou no dia decisivo. Empregando muitíssima força em suas manobras, o sul-africano moeu as ondas de Sunset como poucos, sempre se classificando com boas médias e despontando desde as quartas como um dos favoritos ao título.
Ainda nas semis, venceu um confronto contra dois companheiros de Tour, o faminto Kelly Slater, que parecia um garoto, mas não conseguiu encontrar um tubo, mesmo tendo se jogado dentro de alguns, e também Jadson André que, além de não ter encontrado boas ondas, já aparentava um leve desgaste do longo dia de competição.
Na final, Jorjão, como é conhecido carinhosamente entre os brasileiros, conseguiu duas ótimas médias em suas duas primeiras ondas (6.33 e 8.73), o suficiente para bater o lusitano Frederico Morais, que vinha inspirado durante todo o dia.
Destaques – Com uma atuação impecável, belíssimas rasgadas e laybacks, Frederico Morais conseguiu garantir seu espaço na elite em 2017. Portugal volta a ter um representante entre os Tops, numa “vaga” ocupada durante anos por Tiago Pires.
Classificados para o CT 2017 – No time brasileiro, a novidade é o pernambucano Ian Gouveia.
O filho caçula do ex-Top Fabinho, teve uma boa sequência de resultados na perna europeia do Qualifying Series. Sua arrancada teve início com o quarto lugar na final do Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, depois veio a vitória em outro QS 6000, o Azores Airlines Pro, nas Ilhas Açores, em Portugal, em seguida a terceira colocação no Billabong Pro, QS 10.000 realizado em Cascais, em Portugal. No Brasil, foi nono no Hang Loose Pro Contest, em Florianópolis. Agora, no Havaí, chegou ao Round 4, alcançando a 17° colocação.
Seja bem-vindo!

Sonhos adiados – O baiano Bino Lopes finalizou a temporada em 12° no ranking do Qualifying Series, terminando muito próximo da zona de classificação para o CT. O último surfista baiano que disputou o Circuito Mundial foi Armando Daltro, em 2004.
Os guarujaenses Jesse Mendes e Deivid Silva também por pouco não conseguiram suas vagas entre os Tops, terminando em 14° e 16° – respectivamente.
Retrospecto brasileiro – Nove brasileiros se classificaram para as batalhas deste domingo.
Ainda no round 4, Filipe Toledo terminou em terceiro (10.70), e caiu diante de Billy Kemper (13.14) e Frederico Morais (10.93). Em seguida, foi a vez de Gabriel Medina (9.74), ficar pelo caminho contra Torrey Meister (13.60) e Ethan Ewing (12.73). O mesmo destino de Miguel Pupo (6.34), contra Joel Parkinson (11.10) e Jesse Mendes (9.40).
Nas quartas, Deivid Silva (10.97) não conseguiu superar Frederico Morais (15.20). Wiggolly Dantas (6.77), terminou em quarto no duelo que classificou Jack Freestone (11.63) e Tanner Gudauskas (10.37).
Jesse Mendes (9.96) encerrou sua participação de forma frustrante, com Torrey Meinster (14.96) virando com um high score na última onda da bateria. Nos minutos finais, o guarujaense estava em segundo, logo atrás de Kelly Slater (13.34), mas viu o havaiano sair da terceira para a primeira colocação com um ótima onda.