Rip Curl Pro / Fluir Game

Guaraná refresca a memória

 

Adriano de Souza defende o título do Rip Curl Pro Portugal. Foto: © ASP / Cestari.

Nem deu tempo de assimilar a cirúrgica vitória de Kelly Slater na França e já temos que palpitar para o Rip Curl Pro Portugal, que passou a fazer parte do ASP World Tour há dois anos, na península de Peniche. E de quebra, o careca já pode ser considerado o principal favorito. Por quê?

 

 

 

Em 2010, venceu em péssimas marolas e em 2011 ficou em segundo, atrás de Adriano de Souza, em ondas de sonho. Ou seja, dois eventos com condições totalmente distintas e duas finais.

 

Uma das causas é que o pico principal é a famosa onda de Supertubos, uma bancada que quebra para os dois lados e proporciona barrels incríveis, especialidade do “ET”. E quando está pequeno rolam ondas bem cavadas e fortes, que exigem muita técnica e controle.

 

Pela previsão do Magic Seaweed, não tem nada de muito especial para os próximos dias e pode até ser que o evento comece em Belgas, outro pico da área, que recebe ondulações de qualquer direção. Por ser uma onda com fundo de areia e pedra, deve beneficiar os brasileiros, que se sentem muito à vontade na terra dos patrícios, principalmente por causa da língua.

 

Porém, olhando pela estatística, pouquíssimas vezes na história da ASP um mesmo surfista venceu três eventos seguidos, o que seria o caso se Kelly faturar em Portugal. Por isso, mesmo o cara estando numa fase esplêndida, acho que o topo do pódio deve ficar para outra pessoa.

 

Obviamente Joel Parkinson, pela enorme constância e performance na atual temporada é um bom nome para cravar. Mick Fanning, que foi vítima de Dane Reynolds em La Graviere, tem a chance para se recuperar, ainda mais pelo histórico de ser o vencedor do Rip Curl The Search em 2009, realizado em Supertubos, com ondas enormes.

 

John John Florence, outro que está voando baixo, certamente estará à vontade tanto nas marolas como nas cracas e deve ir bem no evento. Julian Wilson e Owen Wright mesmo ainda não conseguindo resultados expressivos em 2012, estão na ponta dos cascos e podem complicar a vida de muita gente.

 

Entre os brasileiros, Adriano de Souza é o defensor do título e mesmo ficando em 25º lugar na França, mostrou muita competência em condições similares ao que pode rolar em Supertubos. Outro brazuca para lembrar é Heitor Alves, que ano passado arrepiou e chegou as quartas-de-final.

 

A dupla dinâmica de Maresias, Miguel Pupo e Gabriel Medina tem grande potencial para surpreender, até porque parece que as ondas ficarão na casa dos 4 pés e com o arsenal de aéreos que ambos têm, junto com Josh Kerr, podem definir os duelos com apenas uma manobra.

 

Com o final do circuito chegando, poucos lutam pelo título, alguns já não tem muito o que fazer pois estão garantidos para 2013 e muitos brigam para se manter na elite. A pressão começa a pesar e os erros aparecerão. É nessa hora que a experiência conta e não duvide de caras como Taylor Knox, os irmãos Hobgood e até de Kieren Perrow.

 

Meu palpite é que Adriano e Medina devem ir bem e os quatro primeiros do ranking (Parko, Kelly, Mick e John John) estarão nas quartas. Agora se o mar subir e Supertubos começar a bombar, é bem capaz de Slater beliscar o terceiro campeonato seguido, isolando a estatística pra escanteio, e botando uma mão no seu décimo segundo título mundial.

 

Aguardamos seus palpites no FluirGame

 

Boa sorte!


Alex Guaraná, colunista da FLUIR e especialista em WCT, apresenta suas análises pré-campeonato, com pontos essenciais sobre cada pico e os principais atletas, para você mandar bem nos palpites.?Não perca tempo! Mostre que você entende de surf e fature prêmios irados!

 

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